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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lula: ‘quadrilha legislativa implantou a agenda do caos no Brasil’

Em sua primeira manifestação pública depois da aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que a Casa é comandada por uma "quadrilha legislativa que implantou a agenda do caos no Brasil”. O petista ainda reconheceu falhas do governo.
Com voz rouca, Lula preparou um discurso, que foi lido pelo diretor de seu instituto e ex-ministro Luiz Dulci durante seminário realizado, em São Paulo, pela Aliança Progressista, rede de partidos de vários países.
- A oposição derrotada por quatro vezes optou por uma atitude golpista, para voltar ao poder (…) voltar com a agenda neoliberal - disse Lula no discurso lido por Dulci. Lula completou: Uma quadrilha legislativa implantou a agenda do caos.
O ex-presidente falou ainda que “a população do Brasil sofre com falhas do governo, que precisam ser corrigidas”.
Apesar do mea culpa, o ex-presidente acusou a oposição de trabalhar para "aprofundar o caos" por não aceitar o resultado da eleição de 2014:
- Uma verdadeira quadrilha legislativa implantou a agenda do caos.
Lula disse que o que acontece atualmente “envergonha o Brasil aos olhos do mundo” e a defesa de Dilma foi ignorada, não passando de “mera formalidade”. O ex-presidente afirmou ainda que “a solução dessa crise passa pela manutenção do processo democrático”.
O petista atacou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo ele, deflagrou o impeachment porque o PT não aceitou ajudá-lo no conselho de ética da Casa.
- Foi um gesto claro de vingança.
Enquanto Dulci lia o discurso de Lula, manifestantes pró e contra o impeachment protestaram em frente ao hotel onde acontecia o seminário. Os manifestantes favoráveis ao governo estenderam uma faixa no chão com a frase "Não vai ter golpe".
Do outro lado, as pessoas portavam cartazes de apoio ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato. Motoristas que passam na frente do hotel, localizado na Bela Vista, buzinavam para os manifestantes. A Polícia Militar os separou em dois grupos.

Fonte> http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/lula-%E2%80%98quadrilha-legislativa-implantou-a-agenda-do-caos-no-brasil%E2%80%99/ar-BBsew1l?li=AAggXC1

domingo, 17 de abril de 2016

Por últimos deputados, Lula volta a Brasília para acompanhar votação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou de volta para Brasília, na manhã deste domingo, e vai acompanhar de lá a votação do processo de impeachment na Câmara. O petista ainda deve tentar um último contato com parlamentares e lideranças políticas para tentar obter os 171 votos necessários para barrar o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
Com a decisão, Lula não vai participar da manifestação contra o que será realizada no Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo. A presença do ex-presidente era defendida por algumas lideranças do PT. O petista tem apresentado a voz bastante rouca, o que tem dificultado a sua participação em atos públicos.
Lula havia deixado Brasília no final da tarde de sábado. De acordo com aliados, o ex-presidente voltou apenas para ver a família.
De terça-feira até sábado, Lula está em Brasília e fez do hotel em que estava hospedado, o Royal Tulip, um verdadeiro QG contra o impeachment. No local, ele conversou intensamente com parlamentares e líderes partidários.
Na manhã de sábado, Lula visitou o acampamento com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) montou em Brasília para protestar contra o impeachment. Com a voz rouca, o ex-presidente comparou as últimas negociações em busca de votos com a “bolsa de valores”, devido ao “sobe e desce” do placar do impeachment. E intensificou a ofensiva contra o vice, Michel Temer, chamando o PMDB para concorrer “nas urnas” em 2018.
No evento, Lula afirmou que o impeachment “é uma guerra” e que ele trabalha “24 horas por dia” para garantir metade dos 513 votos da Câmara, uma vez que os deputados mudam de lado facilmente.

      Fonte > http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/por-%C3%BAltimos-deputados-lula-volta-a-bras%C3%ADlia-para-acompanhar-vota%C3%A7%C3%A3o/ar-BBrRuZt?li=AAggXC1

Ápice da turbulência, impeachment marcará nova fase da crise

A votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, prevista para este domingo, 17, na Câmara dos Deputados, é o ápice até agora da maior crise política brasileira desde a redemocratização. Enquanto o afastamento será votado no plenário da Casa, a partir das 14h, manifestações contra e a favor do afastamento deverão ocorrer em diversas cidades do País. Segundo especialistas ouvidos pelo Estado, qualquer que seja resultado, o cenário de turbulência deverá prevalecer por mais alguns meses, especialmente se a presidente for derrotada e a sua luta para permanecer no cargo se arrastar por muito tempo no Senado e no Supremo Tribunal Federal (STF).
O Placar do Impeachment do Estado mostra que a oposição à presidente contabilizava, à 0h deste domingo, 350 votos favoráveis ao impeachment, oito a mais do que o mínimo necessário (342, de um total de 513). Portanto, se esses deputados mantiverem a decisão de apoiar o afastamento logo mais, Dilma será derrotada na Câmara neste domingo. Há ainda 133 contrários ao impeachment, 9 indecisos, 2 prováveis ausências e 19 deputados que se recusam a abrir o voto. O Palácio do Planalto, no entanto, trabalha intensamente para reverter esse cenário, com envolvimento direto de Dilma, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor na Presidência, e de um time de ministros e governadores. Caso sejam derrotados neste domingo, os petistas preparam um projeto para propor ao Congresso a convocação de novas eleições no País.
Em fevereiro de 2015, o deputado Eduardo Cunha (PMDB) era eleito presidente da Câmara e iniciava ali um longo embate político com o governo. Investigações, delações, protestos e manobras políticas. Relembre os principais momentos que levaram ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que será votado pelos deputados neste domingo, 17. 
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) também passou o sábado reunido com aliados em busca de apoios nesta reta final. Dilma acusou Temer de planejar o fim do programa Bolsa Família, marca das gestões petistas na área social, exatamente como o partido fez com os opositores da presidente nas eleições de 2010 e 2014. O vice reagiu: "Mentira rasteira".
Dilma Rousseff, de 68 anos é filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 2001, economista de formação. Ela é alvo de pedido de afastamento que tem por base as pedaladas fiscais (manobras contábeis) e decretos orçamentários do ano passado. Conforme as mais recentes pesquisas, a forma de governar da presidente - acossada pelas crises política e econômica - é desaprovada por 82% dos brasileiros (Ibope). Se perder na Câmara, Dilma será processada pelo Senado. A votação será a segunda de um impedimento desde a redemocratização. Fernando Collor foi derrotado pelo plenário da Casa em 1992.

                                               Fonte: http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/%C3%A1pice-da-turbul%C3%AAncia-impeachment-marcar%C3%A1-nova-fase-da-crise/ar-BBrRlbv?li=AAggXC1

sexta-feira, 18 de março de 2016

Com "Lula lá", manifestantes iniciam ato pró-Governo na Paulista

Poucas horas após Polícia Militar afastar participantes de protestos contra a presidente Dilma Rousseff da Avenida Paulista, nesta sexta-feira, o endereço passou a receber manifestantes pró-Governo.
Com o mote 'Não vai ter golpe', referindo-se ao processo de impeachment contra Dilma, manifestantes começaram a chegar à avenida pouco antes das 15h. Na chegada, o jingle 'Lula lá', utilizado na campanha do ex-presidente Lula nas eleições presidenciais de 1989, era tocado por um caminhão de som.
Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Paulista em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), entre as alamedas Casa Branca e Ministro Rocha Azevedo. O público se concentrou inicialmente no vão livre do Masp, parcialmente ocupado, e na rua diante do museu.
Os primeiros grupos a se apresentar na manifestação eram ligados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a entidades de apoio

pró-Governo na Paulista

 A presença de Lula no evento ainda é
incerta.
O início da manifestação foi marcado por clima pacífico. Pouco antes das 15h, motoristas na Avenida Paulista criticavam os presentes com gritos contrários à presidente Dilma e ao PT.




        Fonte > http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/03/18/com-lula-la-manifestantes-iniciam-ato-pro-governo-na-paulista.htm

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Rui Falcão dá ultimato a Dirceu para sair do PT; petista diz que não sai

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, tem dito abertamente que a presença do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, na legenda, prejudica o partido. Segundo informações da Folha de S.Paulo, Falcão considera que Dirceu, fundador da agremiação, deve se desfiliar do PT. Dirceu responde: do PT ele não sai, do PT ninguém o tira.
Em entrevista à Folha, o presidente do PT chegou a dizer que se Dirceu for condenado por desvio de dinheiro para uso pessoal, a situação do ex ministro se torna insustentável.
O juiz Sergio Moro permitiu que empresários estrangeiros sejam ouvidos no caso que envolve José Dirceu na Lava Jato. Os estrangeiros que contrataram a consultoria de Dirceu têm o prazo de três meses para dizer quais foram exatamente os serviços contratados.
foto,http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/rui-falc%C3%A3o-d%C3%A1-ultimato-a-dirceu-para-sair-do-pt-petista-diz-que-n%C3%A3o-sai/ar-CCeyc6?li=AAaDxqs

domingo, 4 de outubro de 2015

Ministro da Fazenda vira novo alvo de Lula

© Fornecido por Estadão O ministro da Fazenda, Joaquim Levy BRASÍLIA - Fortalecido após a reforma ministerial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se movimentar agora para convencer a presidente Dilma Rousseff a substituir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central de 2003 a 2010. Para Lula, Levy tem “prazo de validade”, que vence quando o governo conseguir aprovar as principais medidas do ajuste fiscal no Congresso.
O ex-presidente já conversou sobre o assunto com a própria Dilma, que, no entanto, não gosta de Meirelles. Os dois foram colegas no governo do petista e protagonizaram duros embates. Lula sugeriu Meirelles para Dilma antes mesmo da nomeação de Levy. Não emplacou. Agora, porém, avalia que a mudança na Fazenda não pode passar do primeiro semestre de 2016.
Três interlocutores do ex-presidente relataram ao Estado que os próximos alvos de Lula, após o aumento de sua influência no Palácio do Planalto, são Levy e a política econômica. Não é só: ele também quer a troca do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.
Vice. Na segunda-feira passada, numa reunião com Michel Temer, em São Paulo, Lula disse que o vice-presidente seria o nome ideal para a Justiça. Disposto a concorrer novamente ao Planalto, em 2018, ele chegou a pedir a Dilma a demissão de Cardozo na reforma do primeiro escalão, sob o argumento de que o ministro não controla a Polícia Federal e permite “vazamentos seletivos” contra o PT na Operação Lava Jato.
Sob pressão, Dilma cedeu aos apelos do padrinho para pôr Jaques Wagner na Casa Civil e despachar Aloizio Mercadante de volta para o Ministério da Educação, mas não aceitou dispensar Cardozo no auge da Lava Jato.
Negativa. “Isso não procede”, disse Lula ao Estado, em resposta enviada por e-mail, ao ser questionado sobre sua intenção de trocar Levy e Cardozo. “Eu aprendi, no exercício da Presidência, que a escolha de ministros é de responsabilidade exclusiva de quem é presidente. A presidenta terminou de concluir uma importante reforma ministerial, para superar as dificuldades atuais e criar condições para a retomada do desenvolvimento, criação de empregos e distribuição de renda.”
Apesar do desmentido, Lula age para mudar os rumos do governo Dilma, que, no seu diagnóstico, carece com urgência de uma agenda positiva. Aos amigos, ele afirma que a reforma ministerial foi importante para atrair o PMDB, soldar a base aliada, barrar pedidos de impeachment e recuperar a estabilidade na economia. Avalia, no entanto, que só isso não basta e diz ser preciso dar “o próximo passo” para retomar o crescimento.
Ajuste. É nesse cenário que se encaixaria a troca de Levy e um afrouxamento do ajuste, com uma política de estímulo ao consumo e abertura de linhas de crédito pelo BNDES. Para que o governo saia do vermelho, Lula defende a volta da CPMF, o imposto do cheque que o Senado derrotou em 2007, e promete trabalhar por sua aprovação.
Em público, porém, a estratégia do ex-presidente, do PT e do Planalto é repetir que as mudanças no primeiro escalão não foram feitas para evitar o afastamento de Dilma pelo Congresso, mas, sim, para pacificar a política e superar a crise econômica.
“Essa defesa que estamos fazendo do governo da presidenta Dilma tem de vir junto com um gesto de mudança da política econômica”, insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “O que está havendo é um desajuste, porque não há ajuste possível com essa taxa de juros na estratosfera.”
Um documento da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, também prega uma guinada na política econômica. Segundo o texto, que contou com o aval de Lula, o governo Dilma abandonou o programa defendido na campanha do ano passado, submeteu-se à lógica “liberal”



    FOJNTE> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ministro-da-fazenda-vira-novo-alvo-de-lula/ar-AAf45IQ?li=AAaB4xI

sábado, 11 de julho de 2015

Helicóptero de empreiteira foi usado para convidados de Lula

Relatório de análise de mídia apreendida pela Operação Lava Jato na sede da construtora Camargo Corrêa destaca e-mail de um executivo que cita suposto pedido do chefe do cerimonial do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para providenciar helicóptero a um grupo de seis convidados do petista para uma visita à Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.
A correspondência, de 9 de março de 2009, foi enviada às 22h53 por Antonio Carlos Portugal a outros seis executivos da Camargo Corrêa, que está sob suspeita de ter integrado cartel de empreiteiras no esquema de corrupção na Petrobras.
No início de junho, a Polícia Federal juntou aos autos da investigação laudo pericial que indica pagamento da empreiteira no valor de R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013.
Foram três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como "Contribuições e Doações" e "Bônus Eleitoral" para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011.
O e-mail agora juntado pela PF aos autos da investigação foi interceptado na Camargo Corrêa em novembro, quando deflagrada a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato. Nele, o executivo Antonio Carlos Portugal diz a seus interlocutores que o então chefe do cerimonial de Lula o procurou para que resolvesse 'um problema' com os convidados do petista.
A lista dos convidados de Lula consta da mensagem, entre eles três senadores, um assessor especial 'da ministra Dilma Rousseff' (ela ocupava o Ministério de Minas e Energia), o então presidente do Sesi e o diretor-geral do Senai.
A mensagem foi encaminhada a outros seis altos executivos da empreiteira: Kalil Cury Filho, Luiz Roberto Ortiz Nascimento, Vitor Hallack, Antônio Miguel Marques, João Ricardo Auler e Francisco de Assis Oliveira Azevedo.
O 'problema', segundo Portugal, é que a capacidade do helicóptero oficial da Presidência estava completa. O chefe do cerimonial de Lula, segundo Portugal, solicitou que um helicóptero da empreiteira fosse colocado à disposição do Palácio do Planalto e que deveria estar no aeroporto de Porto Velho (RO) na chegada do avião presidencial para acompanhar o comboio oficial.
Ainda segundo o executivo, o ministro pediu à empreiteira que ajudasse a 'conduzir os seis convidados nos trajetos Porto Velho - Jirau e Jirau - Santo Antônio". Por outro lado deveria ser contactado o oficial da Aeronáutica que está no Escalão Avançado da Presidência para acertar os detalhes de pouso e decolagem desse aparelho para incorporar-se ao comboio aéreo oficial."
No pé do e-mail, Portugal escreveu: "Relação dos convidados do Pres. Lula: - Senador Valdir Raupp (PMDB/RO), Senadora Fátima Cleide (PT/RO), Senador Expedito Júnior (PR/RO), Sr. Anderson Dornelles, Assessor Especial da Ministra Dilma Rousseff; Sr. Jair Meneghelli, Presidente do SESI, Sr. José Manuel Martins, Diretor-Geral do SENAI." - Fátima Cleide (PT) e Expedito Júnior (PSDB) não exercem mais mandato no Senado.
Energia
O setor de energia é a próxima área de interesse das investigações da Lava Jato, fora dos contratos da Petrobras, que até aqui revelaram desvios de até R$ 19 bilhões, segundo a Polícia Federal. Dois executivos da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e Eduardo Leite, confessaram em delação que a empreiteira pagou propina na obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, ainda em construção.
A Camargo Corrêa integrou o Consórcio Energia Sustentável do Brasil, vencedor do leilão de Jirau, em 2008. A um custo de R$ 10 bilhões, a usina localizada no Rio Madeira entrou em operação em 2013, mas as obras seguiram. O grupo acabou deixando o consórcio, posteriormente.
A visita de Lula a Jirau ocorreu, de fato, três dias depois. Em discurso, o então presidente citou os nomes de pelo menos três políticos de Rondônia incluídos na lista mencionada pelo executivo da Camargo Corrêa. "Deixa eu dizer duas coisas para vocês: eu dizia ao Governador, dizia ao Prefeito, e vinha discutindo no avião com o senador Expedito, com a Fátima Cleide e com o Raupp. Ou seja, eu vinha discutindo o seguinte: Eu quero ver como é que estará o Estado de Rondônia daqui a 15 anos."
Lula disse que o investimento na usina alcançou R$ 10 bilhões e citou outro nome da lista de seus supostos convidados, Jair Meneguelli. "É uma coisa extraordinária, que eu nem sabia, que aconteceu aqui, agora, que eu quero valorizar muito: o acordo feito pelo Sebrae e pelas empresas para formar aqui 100 microempresários, prepará-los para que eles possam ajudar a dinamizar os investimentos e os empreendimentos aqui no estado de Rondônia. E, sobretudo, o acordo feito pelo Meneguelli, em nome do Sesi, com os empresários também, para a formação de 10 mil trabalhadores aqui, no estado de Rondônia."
"A então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita oficial aos canteiros de obras de Santo Antônio e Jirau. Integraram a comitiva Marcos Raposo, servidor de carreira do Itamaraty, atualmente embaixador do Brasil em Lima, e o servidor Anderson Dornelles, hoje assessor especial da Presidenta da República, que não fez uso do helicóptero da companhia. Nenhuma norma legal foi infringida pelos referidos servidores, conforme o Código de Conduta da Administração Federal."
Outro lado
O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Américo Lacombe, informou que na próxima segunda-feira, 13, irá analisar se houve alguma irregularidade no episódio. "Vamos analisar diante dos fatos concretos que forem fornecidos. Depende dos fatos. Julgamos fatos, não julgamos hipóteses."
Preliminarmente, Lacombe avalia que não houve irregularidade se, de fato, foi usado um helicóptero da Camargo Corrêa para levar convidados do então presidente Lula. "Ao que parece a licitação (das obras de Jirau) já tinha ocorrido, a empresa já havia ganho a concorrência."
Para o presidente da Comissão de Ética se houve a cessão do helicóptero ela ocorreu após o processo de licitação, portanto, a empreiteira não buscava favorecimento.
"Irregularidade ocorreria se fosse uma visita antes da licitação a uma área no helicóptero de um dos concorrentes", anotou Américo Lacombe. "Mas vamos verificar esse episódio na semana que vem, reitero, com base em fatos, não em hipóteses."
O Instituto Lula informou que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi transportado no helicóptero da Presidência e fez um sobrevoo das obras (de Jirau). A atividade constou da agenda oficial, foi acompanhada pela imprensa e divulgada.
A viagem, destacou o Instituto, foi para o lançamento da pedra fundamental da construção da usina de Jirau.
O Instituto informou que desconhece tanto o pedido quanto se o helicóptero foi disponibilizado.
Sobre indagação se é normal o fato de o então chefe do cerimonial de Lula ter solicitado um meio de transporte para seis pessoas que teriam sido convidadas do presidente, o Instituto Lula sugeriu que a pergunta fosse encaminhada ao próprio chefe do cerimonial na época.
Em junho, quando a Polícia Federal juntou aos autos da Lava Jato um laudo que apontava repasses da Camargo Corrêa, o Instituto Lula, por meio de sua assessoria de imprensa, observou que os valores registrados na contabilidade da empreiteira foram doados legalmente e não existe relação entre a entidade e questões eleitorais.
Segundo a assessoria, "os valores citados foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo".
Quanto aos valores para a empresa de eventos de Lula a assessoria informou que "os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex-presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos".
"Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos."
A nota informa ainda que "as doações ao Instituto Lula e as palestras do ex-presidente não têm nenhuma relação com contratos da Petrobras".
Ainda nessa ocasião, a Construtora Camargo Corrêa esclareceu que 'as contribuições ao Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior'.
Por sua Assessoria de Imprensa, a Construtora Camargo Corrêa declarou: "Quanto a solicitação, a Construtora Camargo Corrêa não teve prazo para confirmar a operação, mas esclarece que prestar o apoio necessário é comum para deslocamentos em região de difícil acesso."
O senador Valdir Raupp (RO),vice presidente nacional do PMDB, disse que não se recorda de ter viajado em helicóptero da Camargo Corrêa. "Como é que vou saber que cor é a vaca que eu tomo o leite?", questionou. "Eu me lembro que uma vez viajei em uma empresa de táxi aéreo, posei na pista de Jirau, mas em helicóptero eu não lembro.
Os ex-senadores Fátima Cleide (PT/RO) e Expedito Júnior (PSDB/RO), ambos de Rondônia, não foram localizados. A reportagem também não conseguiu contato com Jair Meneghelli e José Manuel Martins. Com informações do Estadão Conteúdo.



                             Fonte:http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/helic%c3%b3ptero-de-empreiteira-foi-usado-para-convidados-de-lula/ar-AAcOZCj

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lula estaria se preparando para disputar eleição de 2018

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff ainda está no segundo mês de seu segundo mandato, mas o Partido dos Trabalhadores (PT) já começa a se movimentar para as eleições de 2018.
Para isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já estaria começando a fazer sua campanha entre aliados para voltar ao cargo que ocupou entre 2003 e 2010, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, o ex-presidente já teria avisado aos aliados sobre suas pretensões para 2018 e estaria planejando uma viagem pelo Brasil para mobilizar as bases partidárias.
 
 
A movimentação, contudo, não teria o objetivo declarado de preparar a nova candidatura de Lula. A princípio, segundo o jornal, as viagens seriam apresentadas como uma estratégia para tratar da crise que atinge o PT desde o início do escândalo da Petrobras, em março do ano passado.
No entanto, com sua presença, Lula quer resolver disputas internas no partido e também desencorajar o surgimento de outras possíveis candidaturas. As viagens devem começar logo após o carnaval. A ideia do ex-presidente é passar uma temporada em cada estado. 
Na sexta-feira, em seu discurso durante as comemorações dos 35 anos do PT, Lula comentou a crise de credibilidade pela qual a sigla passa e afirmou que o problema do PT é que ele "se tornou um partido igual aos outros".
"Falando francamente: muitos de nós estão mais preocupados em manter – e se manter – nessas estruturas de poder do que em fazer a militância partidária que estava na origem do PT. É nesse ambiente que alguns, individualmente, cometem desvios que nos envergonham diante da sociedade e perante a história do PT", disse o ex-presidente. 
 
 
 
                                        fonte> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/lula-estaria-se-preparando-para-disputar-elei%c3%a7%c3%a3o-de-2018/ar-AA9a2ug

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lula compara Lava-Jato ao mensalão e diz que imprensa irá julgar o PT antecipadamente

BRASÍLIA — O ex-presidente Lula comparou, na noite desta quarta-feira, o escândalo de corrupção na Petrobras ao processo do mensalão e disse que, quando a investigação chegar ao Supremo Tribunal Federal, a imprensa já terá condenado o PT. Ele também ironizou a oposição, dizendo que até parece que eles arrecadam dinheiro para as campanhas eleitorais no Criança Esperança, e não com empresários.
— Agora a bola da vez somos nós. O PT não pode continuar crescendo, tem que ser atacado de todos os lados, em todas as frentes, com artilharia leve e pesada. Vamos fazer guerra eletrônica contra o PT, não importa se é verdade ou mentira. Vamos tentar difamar, destruir esse partido. No processo do mensalão, os companheiros que foram julgados já estavam condenados. Esse processo da Petrobras, o que a gente está vendo é que quando chegar na Suprema Corte, quando o Teori (Zavascki) for analisar a delação premiada, instrumento criado por nós, a imprensa já vai ter condenado. Todo o vazamento é contra o PT — disse Lula, ao discursar no lançamento da segunda etapa do 5º Congresso do PT.
 
 
                                                      Fonte; http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/lula-compara-lava-jato-ao-mensal%c3%a3o-e-diz-que-imprensa-ir%c3%a1-julgar-o-pt-antecipadamente/ar-BBgCYrb