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quinta-feira, 21 de abril de 2016

STF inclui menções a Dilma, Temer e Lula em inquérito da Lava-Jato

BRASÍLIA — O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inclusão de trechos da delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no inquérito que investiga a quadrilha que desviava recursos na Petrobras. Nesses trechos, há citações à presidente Dilma Rousseff, ao vice Michel Temer, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a alguns parlamentares.
A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), foram juntados ao inquérito os termos de colaboração números 2, 13, 19, 20 e 21 de Delcídio ao inquérito 3989, o maior de todos da Lava-Jato, com 39 réus. O termo número 2 é o que contém mais citações e trata, entre outras coisas, da possível ingerência de Dilma Rousseff na nomeação de Nestor Cerveró para uma diretoria na BR Distritbuidora. Cerveró, que antes já tinha sido diretor da Área Internacional da Petrobras, também é investigado e firmou um acordo de delação premiada para colaborar com as investigações. Dilma nega ter participado da nomeação dele, mas o senador mencionou telefonemas dela sobre o assunto.
Delcídio relata que estava em Salvador quando recebeu uma ligação de Dilma, então ministra da Casa Civil, questionando se Cerveró seria indicado ou não para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora. Delcídio respondeu não saber e, algumas horas depois, Dilma lhe retornou para informar que ele seria realmente indicado. O senador diz acreditar que foi um prêmio de consolação pela atuação de Cerveró no caso da sonda Vitória 10.000. O contrato da sonda ficou com o grupo Schahin, que, com isso, considerou quitado um empréstimo feito pelo PT. O empréstimo seria usado para pagar o empresário Ronan Maria Pinto, que estaria chantageando o partido com informações relacionadas à morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002.
Também no termo número 2, Delcídio relata cargos ocupados por pessoas indicadas pelo PMDB. Segundo ele, após o escândalo do mensalão, o partido aproveitou a fragilidade do governo Lula para fazer algumas nomeações, inclusive assumindo indicações feitas por outras siglas. Questionado sobre o que diretores de estatais podem fazer pelos partidos, Delcídio disse que, além do peso político, eles "atendem as demandas" das legendas e que "se trata não apenas de influência política, mas também de 'doações' e 'outros objetivos não republicanos'".
No termo número 20, Delcídio relata a instalação da CPI do Cachoeira em 2012, incentivada por Lula para atingir o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Mas, depois, a avaliação foi de que os trabalhos da comissão poderiam pôr em cheque o financiamento da campanha de 2010, especialmente a do PT, uma vez que envolveu também as empresas de Adir Assad. Assim, a própria base governista articulou para acabar com a CPI. "José de Filippi era o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Roussef à época e era quem orientava as empresas doadoras no sentido de atender eventualmente a campanha presidencial ou as demais campanhas do PT e aliados a utilizarem as empresas de Adir Assad", diz trecho do termo de colaboração.
No termo número 13, Delcídio diz que Temer era "muito ligado" a João Augusto Henriques, lobista preso em setembro do ano passado na 19ª fase da Operação Lava-Jato. Henriques é suspeito de operar propina para o PMDB. Ele foi diretor na BR entre 1998 e 2000 e uma de suas atribuições era a compra de etanol, o que levava a uma "relação estreita" com usineiros. Depois, "em 2007 ou 2008", segundo Delcídio, Henriques foi cotado para ser diretor da Área Internacional da Petrobras "com o apadrinhamento de Michel Temer e da bancada do PMDB na Câmara".
A então ministra Dilma Rousseff vetou o nome, conforme a delação. O diretor acabou sendo Jorge Zelada, também ligado ao PMDB e preso na Lava-Jato suspeito de operar o esquema de propina na Petrobras. Quando a delação de Delcídio se tornou pública, em março, a assessoria de imprensa de Temer informou que ele nunca foi padrinho de Henriques e que a indicação de seu nome foi feita pela bancada do PMDB na Câmara, assim como a de Zelada.
"No que tange ao desvio de verbas em favor do PMDB, o possível esquema de financiamento ilícito desse e de outros partidos constitui um dos objetos do inquérito nº 3989/STF. Desta feita, por ora, basta a juntada de cópia do termo a esse inquérito", escreveu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na petição em que pede a inclusão desse trecho da delação de Delcídio.
No termo número 19, o senador relata irregularidades na aquisição de sondas e plataformas da gestão de Joel Renó, quando ele foi diretor da Petrobras, entre 1999 e 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. No termo número 21, apenas diz que não tinha nada de relevante a acrescentar ao que já tinha relatado.


       FONTE . http://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/stf-inclui-men%C3%A7%C3%B5es-a-dilma-temer-e-lula-em-inqu%C3%A9rito-da-lava-jato/ar-BBs2HY3

sexta-feira, 18 de março de 2016

Manifestação de apoio ao governo federal fecha Avenida Paulista, em SP

CUT confirmou a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Movimentos sociais e militantes do PT participam do ato.

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), integrantes de movimentos sociais e representantes da esquerda fazem um ato de apoio à democracia e ao Governo Federal, na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira (18). Segundo os organizadores, por volta de 16h, havia 80 mil pessoas no ato.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) confirmou a participação no evento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.



  Fonte> http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/03/manifestacao-de-apoio-ao-governo-federal-fecha-avenida-paulista-em-sp.html

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Se votação de impeachment fosse hoje, Dilma ficaria no poder

Caso a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara acontecesse agora, Dilma continuaria a ser a presidente do Brasil. Essa é a análise de líderes dos 17 maiores partidos da Casa, ouvidos nesta quinta-feira (03) pela reportagem do jornal O Globo.
O levantamento revelou que votariam a favor de Dilma 258 dos 513 deputados. Esse número representa que a petista tem 87 votos a mais do que o necessário para se manter no poder. Porém, ainda que os números estejam a favor de Dilma, um dos deputados ouvidos afirmou que a situação é volátil.
Os cálculos dos líderes partidários são o seguinte: a oposição votará toda a favor do impeachment – ou seja, 99 votos que viriam do DEM, PSDB, Solidariedade e PPS. Das legendas que fazem parte da base da presidente, PT, PCdoB e PDT já se posicionaram contra o impeachment. PSOL e Rede afirmaram que devem caminhar também nessa direção, garantindo 100 votos para Dilma.
A dúvida que ainda paira é sobre o PMDB, partido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Leonardo Picciani, líder do partido na Casa, foi reticente ao falar de números. Porém, revelou: “Eu diria que 60% dos peemedebistas são contra o impeachment, 20% a favor e outros 20% indefinidos”.
Dos partidos ouvidos, apenas o PRB não quis apresentar nenhum cálculo. A legenda conta com um representando no governo, George Hilton no Ministério do Esporte. No entanto, como lembra a reportagem, a infidelidade é marca recorrente da sigla.
fonte. http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/se-vota%C3%A7%C3%A3o-de-impeachment-fosse-hoje-dilma-ficaria-no-poder/ar-AAg1Xw8?li=AAaB4xI

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Rui Falcão dá ultimato a Dirceu para sair do PT; petista diz que não sai

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, tem dito abertamente que a presença do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, na legenda, prejudica o partido. Segundo informações da Folha de S.Paulo, Falcão considera que Dirceu, fundador da agremiação, deve se desfiliar do PT. Dirceu responde: do PT ele não sai, do PT ninguém o tira.
Em entrevista à Folha, o presidente do PT chegou a dizer que se Dirceu for condenado por desvio de dinheiro para uso pessoal, a situação do ex ministro se torna insustentável.
O juiz Sergio Moro permitiu que empresários estrangeiros sejam ouvidos no caso que envolve José Dirceu na Lava Jato. Os estrangeiros que contrataram a consultoria de Dirceu têm o prazo de três meses para dizer quais foram exatamente os serviços contratados.
foto,http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/rui-falc%C3%A3o-d%C3%A1-ultimato-a-dirceu-para-sair-do-pt-petista-diz-que-n%C3%A3o-sai/ar-CCeyc6?li=AAaDxqs

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Não sei se Lula está disposto, mas nós queremos ele candidato em 2018, diz Falcão

Brasília - O presidente nacional do partido, Rui Falcão, voltou a defender nesta quinta-feira, 29, a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República em 2018. Ele disse, contudo, não saber se o petista está disposto a concorrer e que o assunto será algo ainda a se avaliar. "Não sei se ele está disposto, mas nós queremos ele candidato em 2018", afirmou, em entrevista após reunião do Diretório Nacional.
No início da reunião, Lula fez discurso sugerindo que poderá se candidatar. Ao reagir às denúncias de corrupção contra ele e sua família, o ex-presidente pediu que ninguém ficasse com pena dela e disse que vai sobreviver ao que classificou de "três anos de muita pancadaria". Se o objetivo é truncar qualquer perspectiva de futuro, então vão ser três anos de muita pancadaria. E, podem ficar certos, eu vou sobreviver", disse.
Na entrevista, Falcão foi na linha de Lula e destacou que São Paulo será prioridade para o partido nas eleições municipais de 2016. Em meio a rumores de uma possível saída do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, o presidente do partido afirmou que o candidato petista na capital paulista será Haddad. "Ele não está mencionando nenhuma vontade de não concorrer", afirmou.

Falcão destacou que o partido aprovou resolução reiterando a posição de não receber doação empresarial de campanha. Questionado se a medida for derrubada, o PT voltará atrás, ele lembrou cláusula pétrea da Constituição que prevê isonomia de partidos e candidatos nas eleições e disse que não iria discutir uma mudança de oposição para uma mudança que não está posta.


F onte. http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/n%C3%A3o-sei-se-lula-est%C3%A1-disposto-mas-n%C3%B3s-queremos-ele-candidato-em-2018-diz-falc%C3%A3o/ar-BBmAvNT?li=AAaB4xI

domingo, 4 de outubro de 2015

Ministro da Fazenda vira novo alvo de Lula

© Fornecido por Estadão O ministro da Fazenda, Joaquim Levy BRASÍLIA - Fortalecido após a reforma ministerial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se movimentar agora para convencer a presidente Dilma Rousseff a substituir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central de 2003 a 2010. Para Lula, Levy tem “prazo de validade”, que vence quando o governo conseguir aprovar as principais medidas do ajuste fiscal no Congresso.
O ex-presidente já conversou sobre o assunto com a própria Dilma, que, no entanto, não gosta de Meirelles. Os dois foram colegas no governo do petista e protagonizaram duros embates. Lula sugeriu Meirelles para Dilma antes mesmo da nomeação de Levy. Não emplacou. Agora, porém, avalia que a mudança na Fazenda não pode passar do primeiro semestre de 2016.
Três interlocutores do ex-presidente relataram ao Estado que os próximos alvos de Lula, após o aumento de sua influência no Palácio do Planalto, são Levy e a política econômica. Não é só: ele também quer a troca do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.
Vice. Na segunda-feira passada, numa reunião com Michel Temer, em São Paulo, Lula disse que o vice-presidente seria o nome ideal para a Justiça. Disposto a concorrer novamente ao Planalto, em 2018, ele chegou a pedir a Dilma a demissão de Cardozo na reforma do primeiro escalão, sob o argumento de que o ministro não controla a Polícia Federal e permite “vazamentos seletivos” contra o PT na Operação Lava Jato.
Sob pressão, Dilma cedeu aos apelos do padrinho para pôr Jaques Wagner na Casa Civil e despachar Aloizio Mercadante de volta para o Ministério da Educação, mas não aceitou dispensar Cardozo no auge da Lava Jato.
Negativa. “Isso não procede”, disse Lula ao Estado, em resposta enviada por e-mail, ao ser questionado sobre sua intenção de trocar Levy e Cardozo. “Eu aprendi, no exercício da Presidência, que a escolha de ministros é de responsabilidade exclusiva de quem é presidente. A presidenta terminou de concluir uma importante reforma ministerial, para superar as dificuldades atuais e criar condições para a retomada do desenvolvimento, criação de empregos e distribuição de renda.”
Apesar do desmentido, Lula age para mudar os rumos do governo Dilma, que, no seu diagnóstico, carece com urgência de uma agenda positiva. Aos amigos, ele afirma que a reforma ministerial foi importante para atrair o PMDB, soldar a base aliada, barrar pedidos de impeachment e recuperar a estabilidade na economia. Avalia, no entanto, que só isso não basta e diz ser preciso dar “o próximo passo” para retomar o crescimento.
Ajuste. É nesse cenário que se encaixaria a troca de Levy e um afrouxamento do ajuste, com uma política de estímulo ao consumo e abertura de linhas de crédito pelo BNDES. Para que o governo saia do vermelho, Lula defende a volta da CPMF, o imposto do cheque que o Senado derrotou em 2007, e promete trabalhar por sua aprovação.
Em público, porém, a estratégia do ex-presidente, do PT e do Planalto é repetir que as mudanças no primeiro escalão não foram feitas para evitar o afastamento de Dilma pelo Congresso, mas, sim, para pacificar a política e superar a crise econômica.
“Essa defesa que estamos fazendo do governo da presidenta Dilma tem de vir junto com um gesto de mudança da política econômica”, insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “O que está havendo é um desajuste, porque não há ajuste possível com essa taxa de juros na estratosfera.”
Um documento da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, também prega uma guinada na política econômica. Segundo o texto, que contou com o aval de Lula, o governo Dilma abandonou o programa defendido na campanha do ano passado, submeteu-se à lógica “liberal”



    FOJNTE> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ministro-da-fazenda-vira-novo-alvo-de-lula/ar-AAf45IQ?li=AAaB4xI

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dilma sanciona reforma mas veta financiamento privado de campanha

© Fornecido por Notícias ao Minuto

A presidente Dilma Rousseff sancionou, com vetos, a Lei da Reforma Eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional. A Lei 13.165 foi publicada em edição extra do Diário Oficial que circula nesta terça-feira, 29. A presidente Dilma vetou o financiamento privado de campanha e a possibilidade de impressão dos votos da urna eletrônica, o que já era esperado.
Segundo a justificativa, enviada ao Senado Federal, o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestaram-se pelos vetos aos dispositivos relativos ao financiamento empresarial a campanhas e políticos por entenderem que "a possibilidade de doações e contribuições por pessoas jurídicas a partidos políticos e campanhas eleitorais, que seriam regulamentadas por esses dispositivos, confrontaria a igualdade política e os princípios republicano e democrático, como decidiu o Supremo Tribunal Federal - STF em sede de Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI 4650/DF), proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - CFOAB". Na razão do veto, o governo lembra que o STF determinou, inclusive, que a execução dessa decisão se aplique a partir das eleições de 2016.
Com relação à impressão dos votos da urna eletrônica, os ministérios do Planejamento e da Justiça manifestaram-se contrários, lembrando que o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se colocou contrário à medida, apontando para os altos custos da implementação. "A medida geraria um impacto aproximado de R$ 1,8 bilhão entre o investimento necessário para a aquisição de equipamentos e as despesas de custeio das eleições. Além disso, esse aumento significativo de despesas não veio acompanhado da estimativa do impacto orçamentário-financeiro, nem da comprovação de adequação orçamentária, em descumprimento do que dispõem os arts. 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como o art. 108 da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2015."  Com informações do Estadão Conteúdo.








     fonte , http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/dilma-sanciona-reforma-mas-veta-financiamento-privado-de-campanha/ar-AAeVJr6?li=AAaB4xI

segunda-feira, 30 de março de 2015

Defendido pelo PT, financiamento de campanha 100% público só existe em um país

Em meio ao escândalo de corrupção na Petrobras (de onde recursos teriam sido desviados para financiar partidos), o PT defende hoje que as campanhas eleitorais sejam financiadas 100% por dinheiro público.
O sistema só existe em um lugar do mundo, o Butão, país que apenas em 2008 deixou de ser uma monarquia absolutista e realizou suas primeiras eleições.
Mas o financiamento público de partidos e/ou candidatos, em pequena ou larga escala, é adotado em 118 países, de acordo com um monitoramento realizado pelo Instituto Internacional pela Democracia e Assistência Eleitoral (Idea, na sigla em inglês). Em alguns deles, como México, Colômbia, Itália e Espanha, chegam a representar mais de 80% dos gastos das campanhas.
No Brasil, os partidos têm acesso a doações privadas e a recursos públicos - prevendo dificuldades de obter financiamento de empresas após a Operação Lava Jato, senadores e deputados decidiram triplicar a verba do fundo partidário neste ano, para R$ 867,56 milhões, há duas semanas.
Mas quais as vantagens e desvantagens de aumentar o financiamento público no Brasil? A BBC Brasil preparou um guia sobre o assunto. Confira abaixo.

Qual o princípio do financiamento público?

O objetivo do financiamento público é contrabalancear - ou mesmo anular - a influência do poder econômico nas eleições. Os defensores de um modelo majoritariamente ou totalmente público argumentam que doações privadas desvirtuam a democracia, pois as grandes corporações são muito mais ricas que os indivíduos e, assim, têm mais recursos para influenciar nas eleições.
O PT defende que o financiamento seja exclusivamente público, ou seja, que nem mesmo pessoas físicas possam doar. A proibição de doações de empresas também é defendida por centenas de movimentos sociais (como UNE, CUT e MST) que integram a Campanha pela Constituinte - proposta de convocação de um Assembleia exclusiva para votar uma reforma política. Mas não há consenso entre eles sobre doações de pessoas físicas.
"Para nós, o financiamento privado é a base da corrupção. Empresas de diversos setores financiam os políticos e depois cobram seus interesses no Congresso. Isso é totalmente antidemocrático porque o voto da empresa passa a valer mais que o do eleitor", afirma Paola Estrada, integrante da coordenação nacional da campanha.

Quais seriam as desvantagens?

Entre os defensores do financiamento público, há também quem aponte potenciais riscos nesse modelo. Para o Instituto Internacional pela Democracia e Assistência Eleitoral (Idea, na sigla em inglês), uma dependência excessiva de recursos públicos pode levar os políticos e seus partidos a se afastarem da sociedade.
"Quando administrado e distribuído de forma adequada, o financiamento público dos partidos políticos pode ser um bom contrapeso para doações privadas e também pode aumentar o pluralismo político. No entanto, os partidos políticos não devem perder o contato com seus eleitores, ou tornar-se excessivamente dependentes de financiamento público", nota um documento de janeiro do instituto.
O diretor da área de Partidos Políticos do Idea, Sam van der Staak, defende um modelo que equilibre recursos públicos e doações de membros dos partidos, empresas e pessoas físicas - limitadas a um teto baixo, para evitar que um grupo tenha mais peso que outro.

Como distribuir os recursos?

Outro risco do modelo de financiamento essencialmente público é dar pouco espaço para o surgimento e crescimento de novos partidos, na medida em que a distribuição dos recursos tende a ser proporcional ao tamanho das bancadas no Congresso.
Por outro lado, dividir igualmente também não é considerada a melhor maneira de distribuição. "Essa abordagem (divisão igualitária) cria o risco de que partidos sejam criados apenas para obter financiamento do Estado. Além disso, também pode ser um desperdício significativo usar recursos públicos para apoiar partidos e candidatos que não têm nenhum apoio entre o eleitorado", nota o relatório do Idea.
A opção para contornar isso, aponta o instituto, é repartir parte dos recursos públicos igualmente e parte proporcionalmente. Manter a possibilidade de doações de pessoas físicas ou mesmo de empresas, sob um limite baixo, é também uma forma de permitir que o financiamento eleitoral tenha mais dinamismo.
No Brasil, a distribuição de recursos públicos via fundo partidário se dá da seguinte forma: 5% são repartidos igualmente entre os 32 partidos existentes, e 95% são distribuídos na proporção dos votos obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados.
 
 fonte:http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/defendido-pelo-pt-financiamento-de-campanha-100percent-p%c3%bablico-s%c3%b3-existe-em-um-pa%c3%ads/ar-AAacK6I

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lula estaria se preparando para disputar eleição de 2018

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff ainda está no segundo mês de seu segundo mandato, mas o Partido dos Trabalhadores (PT) já começa a se movimentar para as eleições de 2018.
Para isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já estaria começando a fazer sua campanha entre aliados para voltar ao cargo que ocupou entre 2003 e 2010, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com a publicação, o ex-presidente já teria avisado aos aliados sobre suas pretensões para 2018 e estaria planejando uma viagem pelo Brasil para mobilizar as bases partidárias.
 
 
A movimentação, contudo, não teria o objetivo declarado de preparar a nova candidatura de Lula. A princípio, segundo o jornal, as viagens seriam apresentadas como uma estratégia para tratar da crise que atinge o PT desde o início do escândalo da Petrobras, em março do ano passado.
No entanto, com sua presença, Lula quer resolver disputas internas no partido e também desencorajar o surgimento de outras possíveis candidaturas. As viagens devem começar logo após o carnaval. A ideia do ex-presidente é passar uma temporada em cada estado. 
Na sexta-feira, em seu discurso durante as comemorações dos 35 anos do PT, Lula comentou a crise de credibilidade pela qual a sigla passa e afirmou que o problema do PT é que ele "se tornou um partido igual aos outros".
"Falando francamente: muitos de nós estão mais preocupados em manter – e se manter – nessas estruturas de poder do que em fazer a militância partidária que estava na origem do PT. É nesse ambiente que alguns, individualmente, cometem desvios que nos envergonham diante da sociedade e perante a história do PT", disse o ex-presidente. 
 
 
 
                                        fonte> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/lula-estaria-se-preparando-para-disputar-elei%c3%a7%c3%a3o-de-2018/ar-AA9a2ug

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lula compara Lava-Jato ao mensalão e diz que imprensa irá julgar o PT antecipadamente

BRASÍLIA — O ex-presidente Lula comparou, na noite desta quarta-feira, o escândalo de corrupção na Petrobras ao processo do mensalão e disse que, quando a investigação chegar ao Supremo Tribunal Federal, a imprensa já terá condenado o PT. Ele também ironizou a oposição, dizendo que até parece que eles arrecadam dinheiro para as campanhas eleitorais no Criança Esperança, e não com empresários.
— Agora a bola da vez somos nós. O PT não pode continuar crescendo, tem que ser atacado de todos os lados, em todas as frentes, com artilharia leve e pesada. Vamos fazer guerra eletrônica contra o PT, não importa se é verdade ou mentira. Vamos tentar difamar, destruir esse partido. No processo do mensalão, os companheiros que foram julgados já estavam condenados. Esse processo da Petrobras, o que a gente está vendo é que quando chegar na Suprema Corte, quando o Teori (Zavascki) for analisar a delação premiada, instrumento criado por nós, a imprensa já vai ter condenado. Todo o vazamento é contra o PT — disse Lula, ao discursar no lançamento da segunda etapa do 5º Congresso do PT.
 
 
                                                      Fonte; http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/lula-compara-lava-jato-ao-mensal%c3%a3o-e-diz-que-imprensa-ir%c3%a1-julgar-o-pt-antecipadamente/ar-BBgCYrb

domingo, 23 de novembro de 2014

Dilma é pressionada para desistir de Kátia Abreu

A presidente Dilma Rousseff recebeu pedidos da esquerda do PT e de representantes dos movimentos sociais para recuar no convite feito à senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para que assuma o Ministério da Agricultura e pode realmente desistir da escolha. Os recados transmitidos a Dilma carregam apelos do tipo "quem foi para rua lutar por sua eleição não foi Kátia Abreu".

Oriunda do DEM, quando fez forte oposição ao governo do PT, Kátia Abreu se transferiu para o PSD de Gilberto Kassab e, depois, para o PMDB. Mas entre os peemedebistas ela ainda é vista como uma estranha no partido e os principais dirigentes da legenda não apoiam a sua indicação. De acordo com informação de um peemedebista, o partido não ficará nem um pouco chateado se Dilma desistir do convite à senadora.





                                                                              fonte; http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/11/22/interna_politica,592577/dilma-e-pressionada-para-desistir-de-katia-abreu.shtml