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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um ano e meio depois, Cantareira sai do volume morto

Após chuvas acima da média nos últimos meses, racionamento e redução do consumo, o Sistema Cantareira voltou a operar no azul um ano e meio após entrar no volume morto. Os reservatórios que compõem o manancial atingiram o índice de 29,3% da capacidade, o suficiente para deixar de captar água da reserva profunda, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), informado nesta quarta-feira, 30.
Mesmo com a recuperação do manancial, que está há mais de dois meses sem sofrer queda, a população deve continuar sofrendo cortes de abastecimento pelo terceiro ano consecutivo. A exploração do Cantareira, atualmente de até 18 mil litros por segundo, permanece limitada à metade da capacidade de produção do sistema, de 35 mil l/s.
Sistema Cantareira teve de ser socorrido no ano passado com o uso do chamado volume morto
Embora o sistema inicie 2016 em uma situação melhor do que a de 2015, quando o nível estava 21% abaixo de zero, a quantidade de água armazenada nas represas ainda é 44% menor do que em janeiro de 2014, ano marcado pela crise hídrica.
Há incertezas sobre o comportamento climático e o atraso nas obras para ampliar o estoque da Grande São Paulo. As projeções, contudo, são mais otimistas agora porque, depois de registrar o ano mais seco da história, o Cantareira encerra o último mês de 2015 com uma entrada de água (52 mil l/s) igual à média histórica de dezembro, o que não acontecia desde julho de 2012. Só em novembro e dezembro, meses em que choveu 15% acima do esperado, o Cantareira somou 130 bilhões de litros, mais da metade dos 220 bilhões de saldo acumulado no ano.
Ao longo de 2015, o Cantareira recebeu o dobro do volume de água de 2014. Entraram cerca de 711 bilhões de litros nos reservatórios, o equivalente a 70% da capacidade do sistema, enquanto que no primeiro ano da crise hídrica foram 357 bilhões. Mas só a chuva seria insuficiente para garantir a recuperação parcial do sistema.
Cálculos feitos pelo Estado a partir de dados da Agência Nacional de Águas (ANA) mostram que se a Sabesp tivesse mantido em 2015 o nível de exploração de água de 2014, o manancial teria perdido 34 bilhões de litros, em vez de ter acumulado 220 bilhões. Com a política de racionamento, a redução do consumo pela população e a exploração de outros sistemas, a companhia retirou 40% menos água do manancial neste ano do que em 2014.
Histórico
Quando o Cantareira passou a depender do volume morto, no dia de 10 de julho de 2014, a Sabesp retirava 22 mil l/s das represas, que recebiam dos rios afluentes apenas 6,4 mil l/s. Só naquele mês, o déficit do sistema foi de 50 bilhões de litros. Já em dezembro de 2015, o saldo foi inverso. Entraram 51,9 mil l/s e saíram 15 mil l/s, um saldo de 98 bilhões de litros.
A primeira cota do volume morto, de 182,5 bilhões de litros, foi adicionada ao cálculo da Sabesp em maio de 2014, o que fez o nível do manancial saltar artificialmente de 8,2% para 26,7%. Cinco meses depois, outra reserva profunda, de 105 bilhões de litros, seria acrescentada. Dessa vez, o sistema subiria de 3% para 13,6%.

domingo, 15 de novembro de 2015

Três atentados em um mês: qual a força atual do 'Estado Islâmico'?

O grupo autodenominado "Estado Islâmico", que assumiu a autoria dos atentados que deixaram pelo menos 129 pessoas mortas em Paris, despontou na cena internacional em 2014, quando conquistou grande parte do território da Síria e do Iraque.
Nas últimas semanas, porém, o grupo aumentou seu escopo de ações e assumiu a autoria de grandes ataques internacionais: a derrubada de um avião no Egito, bombardeios em Beirute e, agora, atentados em Paris.
Os ataques ocorrem no momento em que o grupo está sendo atacado por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, com efeitos sobre os territórios controlados pelo grupo no Oriente Médio.
Veja abaixo cinco questões sobre a atual força do grupo extremista.

Qual o tamanho do território controlado pelo EI?

Em setembro de 2014, o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, Matthew Olsen, disse que o EI controlava grande parte da bacia dos rios Tigre e Eufrates - uma área do tamanho do Reino Unido, com cerca de 210 mil quilômetros quadrados.
Sete meses depois, militares americanos disseram que o "Estado Islâmico" perdeu cerca de um quarto de seu território no Iraque - equivalente a entre 13 mil e 15 mil quilômetros quadrados - mas que sua área de influência na Síria continuava a mesma, com perdas em outras áreas compensadas com ganhos em outras.
Mas esses dados não necessariamente refletem a situação em terra. Na verdade, militantes do EI exercem controle absoluto apenas sobre uma pequena parte deste território, que inclui cidades e vilarejos, ruas principais, campos de petróleo e instalações militares.

Eles têm liberdade de movimento nas vastas áreas inabitadas fora do que o Instituto para Estudos da Guerra chama de "zonas de controle", mas ele teriam dificuldades se fossem forçados a defendê-las de uma ofensiva.
Também não há informações precisas sobre o número de pessoas que vivem atualmente em áreas sob controle total ou parcial do EI na Síria e no Iraque. Em março de 2015, o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha estimou-as em cerca de 10 milhões.
Nas áreas em que o EI implementou sua rígida interpretação da sharia (lei islâmica), mulheres são forçadas a usar véus completos, decapitações públicas são comuns e não muçulmanos são forçados a escolher entre pagar um imposto especial, se converter ou morrer.
E os alvos fora da Síria?
Nas últimas semanas, o EI começou a reivindicar autoria de ataques fora de seu território. Um grupo egípcio ligado ao EI, a Província do Sinai, disse que derrubou um avião de passageiros na península do Sinai, matando as 228 pessoas a bordo.
Eles não deram detalhes sobre o ataque, mas Reino Unido e Estados Unidos disseram que provavelmente a queda da aeronave foi causada por uma bomba.
O "Estado Islâmico" também diz ser autor de explosões simultâneas na capital do Líbano, Beirute, que deixaram 41 pessoas mortas. Militantes do movimento libanês Hezbollah estão lutando na vizinha Síria ao lado do presidente Bashar al-Assad, inimigo do EI.
E agora, pelo menos 129 pessoas morreram em uma onda de ataques em Paris. O "Estado Islâmico" disse estar por trás da onda de violência, e o presidente da França, François Hollande, descreveu os atentados como um "ato de guerra".
Quantos combatentes o 'Estado Islâmico' tem?
Em fevereiro de 2015, o diretor de Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, disse que o EI poderia reunir "algo entre 20 mil e 32 mil militantes" no Iraque e na Síria.
Mas ele ressaltou que houve uma "desistência substancial" em suas frentes desde o início dos ataques da coalizão liderada pelos EUA em agosto de 2014. Em junho de 2015, o vice-secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que mais de 10 mil combatentes do EI haviam sido mortos.
Para diminuir os efeitos das perdas humanas, o EI teria recorrido à conscrição obrigatória em algumas áreas.
Mas um grande número de combatentes não é nem iraquiano nem sírio. Em outubro de 2014, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Nicholas Rasmussen, disse ao Congresso americano que o grupo havia atraído mais de 28 mil combatentes estrangeiros. Pelo menos 5 mil seriam ocidentais.
De onde vem o dinheiro do grupo?
Acredita-se que o "Estado Islâmico" seja o grupo extremista mais rico do mundo. Inicialmente, eles dependiam da riqueza de doadores privados e instituições de caridade islâmicas no Oriente Médio que desejavam retirar Assad do poder. Apesar de este dinheiro ainda ser usado para financiar a ida de combatentes estrangeiros para a Síria, o grupo consegue se financiar sozinho.
O Tesouro americano estimou, em 2014, que o EI poderia ganhar US$ 100 milhões por semana com a venda de petróleo cru e produtos refinados para intermediários que os contrabandeavam para a Turquia e o Irã, ou os vendiam para o governo da Síria.
Mas acredita-se que ataques aéreos contra a infraestrutura petroleira impactaram essa renda.
O pagamento de resgate de sequestros também gerou cerca de US$ 20 milhões para o EI no ano passado. Mas o grupo também arrecada milhões de dólares por mês extorquindo pessoas que vivem em áreas sob seu domínio, além de realizar roubos e saques.                                                                              
Minorias religiosas são obrigadas a pagar um imposto especial. O EI também lucra com roubos a bancos, venda de antiquidades e ao roubar e controlar a agricultura e criação de animais.
Mulheres e garotas sequestradas também são muitas vezes vendidas como escravas sexuais.

Qual o objetivo do EI?

Em junho de 2014, o EI declarou oficialmente o estabelecimento de um "califado" - um Estado governado segundo a sharia, pelo representante de Deus na Terra, o califa.
O EI pediu que muçulmanos pelo mundo jurassem fidelidade a seu líder - Ibrahim Awad Ibrahim al-Badri al-Samarrai, mais conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi - e migrasse para o território sob seu controle.
O "Estado Islâmico" também disse que outros grupos jihadistas pelo mundo deveriam aceitar sua suprema autoridade. Muitos já o fizeram - entre eles, vários ramos da rival al-Qaeda.
O grupo afirmou que viu com bons olhos a possibilidade de enfrentar diretamente a coalizão liderada pelos EUA, vendo isso como um anúncio do confronto do fim os tempos entre muçulmanos e inimigos descrita em profecias apocalípticas islâmicas.
O grupo afirma que seu objetivo é erradicar obstáculos para restaurar a ordem de Deus na Terra e defender a comunidade muçulmana contra infiéis.                                                                                     http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/tr%C3%AAs-atentados-em-um-m%C3%AAs-qual-a-for%C3%A7a-atual-do-estado-isl%C3%A2mico/ar-BBn0mUp?li=AAaB4xI


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Francês, 29 anos e com passagem pela polícia: conheça o suspeito de ataques em Paris identificado por dedo após explosão

Um pedaço de dedo permitiu que a polícia francesa identificasse um dos autores dos ataques mataram pelo menos 129 e feriram 350 em Paris.
Omar Ismail Mostefai tem 29 anos e é cidadão francês de origem argelina. Seis pessoas próximas a ele foram presas na manhã de sábado.
Um pedaço de seu dedo foi localizado na casa de shows Le Bataclan, onde 80 pessoas morreram. Os investigadores teriam usado suas impressões digitais para chegar a sua identidade.
Assim como os outros seis homens que teriam participado dos atentados de acordo com autoridades francesas, Mostefai morreu em um atentado suicida.
Ele era da cidade de Courcouronnes, que fica a 25 km ao sul de Paris. Ele morava na vizinha Chartres até 2012, de acordo com o vice-prefeito Jean-Pierre Gorges.
O suspeito frequentava a mesquita de Luce, perto de Chartres.
Mostefai tinha um histórico de crimes leves, mas nunca havia sido preso. Os serviços de segurança consideram que ele se radicalizou em 2010, mas ele nunca foi implicado em uma investigação de contraterrorismo.
A polícia está tentando descobrir se ele viajou para a Síria em 2014.
O pai dele, irmão e cunhada estão entres as seis pessoas ligadas a ele que teriam sido detidas pela polícia.
"É louco, uma loucura. Eu estava em Paris na noite passada (sexta), eu vi a bagunça que foi", disse o irmão mais velho de Mostefai à agência de notícias AFP antes de ser detido.
Ele disse que não tinha contato com seu irmão há vários anos por causa de uma disputa na família mas que estava surpreso de saber que ele havia se radicalizado.
O irmão disse que Mostefai era um dos seis irmãos da família e que havia viajado para a Argélia com sua família e sua filha.

Link belga?

Além de ter identificado Mostefai, a polícia localizou um carro Seat preto suspeito no subúrbio de Montreuil. Os investigadores suspeitam que ele foi usado por atiradores que atacaram pessoas em restaurantes.
Os investigadores também estão focando em uma possível ligação com a Bélgica após prenderem três homens perto da fronteira da França.
     fonte>http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/franc%C3%AAs-29-anos-e-com-passagem-pela-pol%C3%ADcia-conhe%C3%A7a-o-suspeito-de-ataques-em-paris-identificado-por-dedo-ap%C3%B3s-explos%C3%A3o/ar-BBn1Cih?li=AAaB4xI

sábado, 14 de novembro de 2015

Pior ataque terrorista da história da França deixa centenas de mortos

William Waack traz os detalhes do ataque terrorista nos principais pontos de Paris, como Stade de France, Lê Carrion, Le Petit Cambodge e Bataclan.


Edição do dia 13/11/2015
14/11/2015 00h29 - Atualizado em 14/11/2015 03h39

Pior ataque terrorista da história da França deixa centenas de mortos

William Waack traz os detalhes do ataque terrorista nos principais pontos de Paris, como Stade de France, Lê Carrion, Le Petit Cambodge e Bataclan.


Às 3h da manhã em Paris e cinco horas depois de uma série sem precedentes de ataques terroristas na capital da França, o quadro ainda não está claro. Não está claro nem para as autoridades até agora quantos locais foram atacados e ainda não está claro também o número de vítimas. Fala-se até agora em cerca de 140 mortos e centenas de feridos.
STADE DE FRANCE
Foram quatro ou sete locais atacados de maneira coordenada, houve o uso pela primeira vez de um homem-bomba. Um dos primeiros locais atacados foi o Stade de France, onde houve 13 explosões, como o de um homem-bomba. Jogavam França e Alemanha, era um amistoso e, já no primeiro tempo, houve uma explosão que as pessoas não entendiam como bomba. Havia pelo três ou quatro homens mortos, entre eles um homem-bomba. Veja no vídeo o que diz a cônsul da França, a embaixadora Maria Edileusa Fontenelle Reis.

LÊ CARRION
Outro ataque seria no restaurante Lê Carrion, que fica no centro, na parte leste, da cidade. As informações dão conta de dois terroristas armados com armas automáticas, em torno de quatro a sete vítimas. O Lê Carrion é um restaurante típico de comida do sul da França, com muitas meses na calçada
Outro ponto é o Le Petit Cambodge, restaurante típico da Ásia, onde houve um tiroteio e as informações que chegaram é que entre 13 e 15 mortos foram registrados nesse ponto. Ainda não se sabe o número e quais terroristas atingiram este ponto.
Além dos dois suicidas no Stade de France, havia outros três suicidas na boate Bataclan (veja no vídeo os detalhes com o repórter Roberto Kovalick). Bataclan é uma das casas de show mais populares de Paris, excepcionalmente procurada na sexta-feira à noite. Por uma ironia trágica, ia tocar uma banda americana chamada Eagles of Death Metal. Este foi o palco da grande carnificina. Ali se estima que cerca de 118 pessoas tenham sido assassinadas por um grupo estimado de quatro terroristas.
O armamento deles era a famosa arma automática AK (Anton Kalashnikov), que é uma espécie de símbolo de muitos grupos terroristas ao redor do mundo. A polícia invadiu o local por volta das 0h40, uma operação que demandou dez minutos.
O que aconteceu lá é que os quatro terroristas entraram vestindo roupas pretas e pelo menos um deles fez referência à intervenção da França na Guerra Civil da Síria e passaram a executar as pessoas durante 15 minutos. Estimava-se em torno de 1,2 mil pessoas e os terroristas tiveram tempo para recarregar as armas pelo menos três vezes, segundo as vítimas.

Jogo do Brasil tem minuto de silêncio por tragédia na França

O confronto entre Argentina e Brasil, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, teve momento de solidariedade as dezenas de mortos ocorridos nesta sexta-feira em Paris, com um minuto de silêncio.
Assim que o árbitro paraguaio Antonio Arias apitou para o início da homenagem no Estádio Monumental de Núñez, torcedores ficaram sem manifestar, respeitando a memória das vítimas dos atentados em, pelo menos seis pontos da capital francesa.
A partida pelo torneio qualificatório aconteceria ontem, mas foi adiada por causa das fortes chuvas que cairam em Buenos Aires.
O meia argentino Javier Pastore, que atua no Paris Saint-Germain e foi cortado hoje da delegação dos vice-campeões mundiais, embarcaria em direção a capital francesa, mas acabou sendo impedido, por causa do fechamento de fronteira na França.
                      fonte> http://esportes.terra.com.br/argentina/jogo-entre-argentina-e-brasil-tem-minuto-de-silencio-por-tragedia-na-franca,fe4deba3584467892ba7c2b9cd8885b9wpeokhen.html