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sábado, 9 de julho de 2016

Morte ao vivo é choque de realidade para o Facebook

Nos últimos dias Mark Zuckerberg descobriu que o mundo não é tão doce e colorido quanto a sua rede social propõe. Muitas vezes as tintas são as da dor e as do desespero, forçando até mesmo o próprio Facebook a reavaliar critérios de manutenção ou remoção de conteúdo. “Contexto e grau são tudo”, disse o CEO da rede social ao anunciar novas diretrizes para tratar vídeos ao vivo considerados “controverso

Todos os dias as pessoas acessam o Facebook para compartilhar suas histórias, ver o mundo através dos olhos dos outros e se conectar com amigos e causas. As conversas que acontecem no Facebook refletem a diversidade de uma comunidade de mais de 1 bilhão de pessoas,  de acordo com a rede social. Agora, a ferramenta de vídeo ao vivo amplifica essa exposição, para o bem ou para o mal.
Na quarta-feira, 6/7, Diamond Reynolds iniciou uma transmissão ao vivo, usando seu celular e sua conta no Facebook, logo após o namorado Philando Castille ter sido baleado durante uma abordagem policial. Ambos cidadãos negros de Minessota.
A morte não é boa para ninguém. A violência também é condenável. Mas exibi-las ao vivo se encaixa em qual categoria?
No vídeo de Diamond dá para ver o policial do lado de fora gritando para que permanecesse com as mãos para cima. A certa altura, Diamond acusa o policial de ter atirado quatro vezes no namorado. Cenas chocantes, que o Facebook tratou de tirar do ar, talvez atendendo a uma denúncia de violação do termo de conduta. Horas depois, no entanto _ segundo reportagem da Bloomberg, só após a publicação do post de Mark Zuckerberg se solidarizando com Diamond, e todos os membros da rede social obrigados a conviver diariamente com o medo _ o mesmo vídeo voltou a ser exibido na timeline de Diamond.
A indecisão do Facebook entre remover ou não o conteúdo expõe, na opinião da Bloomberg, a  linha fina que  separa a exposição da vida pessoal da exposição de comportamentos de interesse público que alimentam o jornalismo cidadão. Revelam também o despreparo do Facebook de lidar com essa linha fina, várias vezes na mesma semana, quando os conflitos raciais explodiram nos Estados Unidos.
Na terça-feira, 5/7/,  foi a vez da publicação de um vídeo gravado por testemunhas da morte de Alton Sterling. As imagens mostram um policial branco correndo atrás de um suspeito negro, em Baton Rouge, Louisiana, antes que outro policial o ajudasse a jogar o suspeito no chão e disparasse contra ele quatro vezes,  à queima-roupa. Na quarta, o vídeo ao vivo da morte de Philando Castille.  E na noite de quinta-feira, a transmissão ao vivo do tiroteio no Texas, que matou cinco policiais e feriu sete durante o protesto contra a morte de negros por policiais brancos.
Apenas o vídeo transmitido por Diamond foi retirado do ar.  O próprio Facebook confirmou a indisponibilidade do vídeo por algumas horas. Em posicionamento enviado por e-mail, um porta-voz da companhia diz: “Lamentamos muito que o vídeo tenha ficado temporariamente inacessível. Ele saiu do ar devido a uma falha técnica, e foi restaurado logo que fomos capazes de investigar.”
Falha técnica? Seria ela o despreparo do algoritmo em lidar com denúncias de violação dos termos de uso? Não.
Para decidir que vídeos deve permanecer no ar ou devem ser removidos, o Facebook tem uma equipe de revisores de conteúdo que trabalha 24 horas por dia, todos os dias. Qualquer usuário do Facebook pode apontar um vídeo como conteúdo censurável. nesse caso,  um moderador irá rever o vídeo. E se um vídeo ao vivo começar a se tornar viral, um moderador o analisa, independentemente da equipe ter recebido uma reclamação.
De acordo com as normas de conduta do Facebook, a rede social permitirá o compartilhamento de conteúdos que chamem a atenção para problemas importantes. E ressalta:  “Às vezes, essas experiências e problemas envolvem violência e imagens gráficas de interesse público, como o abuso dos direitos humanos ou atos de terrorismo. Em muitas ocasiões, as pessoas compartilham esse tipo de conteúdo para condená-lo ou para conscientizar os outros”. Na sequência, afirma que o Facebook só remove imagens explícitas quando elas são compartilhadas por prazer sádico ou para celebrar e glorificar a violência.
Por exemplo, se uma pessoa testemunhar um tiroteio, e usar o Facebook Live para aumentar a consciência ou encontrar o atirador, esse vídeo é permitido. No entanto, se alguém compartilhar o mesmo vídeo para zombar da vítima ou de celebrar o tiroteio, ele será removido.
Além disso, o Facebook deixa a cargo do autor das imagens o cuidado de não chocar: “Quando as pessoas compartilham conteúdos no Facebook, esperamos que elas compartilhem com responsabilidade, escolhendo cuidadosamente quem poderá ver o conteúdo. Também pedimos que avisem o público sobre o que estão prestes a ver, caso o conteúdo inclua violência gráfica.”
Na última linha pode estar a explicação da retirada temporária do vídeo de Diamond do ar. Algo que não aconteceu em abril, quando Antonio Perkins, de Chicago, transmitiu ao vivo seu próprio assassinato. Ele foi baleado enquanto se filmava usando o Facebook Live, em um parque, no momento em ocorreu um confronto entre gangues.
O fato é que o  vídeo de Diamond foi restaurado com a advertência de conteúdo violento, embora o Facebook diga que os vídeos ao vivo não precisem ser removidos antes que eles possam receber este aviso.
Diamond não teve tempo de alertar ninguém. Apenas iniciou a transmissão, impelida a denunciar uma situação de risco.
Muitos de nós faríamos o mesmo. O uso das ferramentas de vídeo ao vivo para expor situações de abuso de direitos humanos e de autoridade é crescente em todo o mundo.
A indecisão fez o Facebook se retratar. “Entendemos os desafios únicos do vídeo ao vivo. Sabemos que é importante ter uma abordagem responsável”, diz o comunicado publicado na rede social. “Assim como o vídeo ao vivo nos dá uma janela para os melhores momentos na vida das pessoas,  também pode deixar-nos testemunhar o pior. O vídeo ao vivo pode ser uma ferramenta poderosa em uma crise – para documentar acontecimentos ou pedir ajuda”, afirma o texto.
Está aí um bom debate.
O fato de as redes sociais estarem longe de ter um sistema perfeito de avaliação de exclusão desses conteúdos antes que se tornem virais, certificando-se do que deve ou não permanecer no ar, é realmente um problema?  Exigir censura prévia não seria muitas vezes excesso de zelo?
Não é de hoje que a internet é uma poderosa ferramenta de denúncias. Quanto mais ferramentas na mãos dos internautas, mais facilidade encontram de desnudar a realidade dos fatos.
As redes sociais podem sim auxiliar na investigação de crimes. Mas também podem ajudar a banalizá-los. Cabe a todos nós encontrar o equilíbrio no uso dessas poderosas ferramentas, para que permaneçam poderosas.
No caso do vídeo de Diamond, o Facebook reavaliou a remoção e optou por torná-lo disponível. Além das muitas cópias compartilhadas na rede, o vídeo original já tem mais de 5 milhões de visualizações. Em seu post Mark Zuckerberg disse esperar nunca mais ter de ver um vídeo como o dela. O mais correto a dizer seria “não precisar” ver um vídeo como o dela. Por que as redes sociais nada mais são do que vitrine do comportamento humano.  Muitas vezes impiedoso e desumano. A realidade nem sempre é cor de rosa, como aparenta ser na rede social. E, as vezes, revela-se também na ilha da fantasia na qual muitos insistem em transformar o Facebook.

fonte http://idgnow.com.br/blog/circuito/2016/07/09/morte-ao-vivo-e-choque-de-realidade-para-o-facebook/

terça-feira, 14 de junho de 2016

Vítima do ataque em Orlando registrou início dos disparos no Snapchat.

A última sequência de vídeos que Amanda Alvear, de 25 anos, publicou no aplicativo Snapchat começa com imagens de seus amigos na pista de dança da boate Pulse, em Orlando, e termina com disparos de armas de fogo encobrindo a música. Os vídeos foram compartilhados pelo irmão de Amanda, Brian Alvear, nas redes sociais.
A jovem foi identificada pela polícia nesta segunda-feira como uma das 49 pessoas mortas pelo atirador Omar Mateen, no pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos.
Uma amiga de Amanda, Mercedez Flores, de 26 anos, é outra das 48 vítimas fatais já identificadas. Em homenagem às garotas, a irmã de Amanda, Ashley Velez, postou uma foto da dupla com a legenda "duas almas lindas foram levadas cedo demais. Minha irmã Amanda e sua melhor amiga, Mercedez Flores. Vocês vão fazer falta, meninas."
Leia mais:
Homenagens às vítimas do massacre inundaram as redes sociais nesta segunda-feira à medida que as autoridades confirmavam seus nomes. A escritora britânica J.K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter, expressou sua tristeza pelo atentado no Twitter e mencionou a vítima Luis Vielma, que trabalhava na atração dedicada à saga do parque de diversões Universal. "Ele tinha 22 anos. Não consigo parar de chorar. #Orlando", escreveu Rowling.

                                        fonte > http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/v%C3%ADtima-do-ataque-em-orlando-registrou-in%C3%ADcio-dos-disparos-no-snapchat/ar-AAgZUzK?li=AAggXC1

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dois homens são mortos a tiros quando passavam pelo Largo do Tanque

Uma das vítimas foi socorrida por uma ambulância do Samu, mas morreu no caminho para o hospital
Dois homens foram assassinados na manhã desta quarta-feira (11), no Largo do Tanque. De acordo com a Central da Polícia (Centel), Cleverson Soares dos Santos e Everson Gama Gomes, ambos com 23 anos, caminhavam próximo ao salão Beleza Natuaral quando foram surpreendidos por homens armados. 
Os bandidos abriram fogo contras as vítimas, que tentaram correr, mas não conseguiram. Cleverson foi baleado diversas vezes e morreu no local, enquanto Everson foi baleado no abdômen. Ele foi socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para o Hospital do Subúrbio, onde chegou sem vida. 
Populares informaram aos policiais que os dois homens eram conhecidos na região por ter envolvimento com o tráfico de drogas. O crime aconteceu por volta das 5h e será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Em decomposiçãoAinda nesta quarta-feira, um corpo foi encontrado em estado de decomposição na Rua Silvio Araújo, atrás do Hospital do Subúrbio. A vítima foi encontrada por volta das 13h, é do sexo masculino, mas a identidade ainda é ignorada. 

                         fonte> http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/dois-homens-sao-mortos-a-tiros-quando-passavam-pelo-largo-do-tanque/?cHash=48133f911ba48bd57828c415d125eff2

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Polícia confirma morte de dois reféns e sequestrador em Sydney

A polícia da Austrália afirmou que o sequestrador e dois reféns morreram durante a operação que pôs fim a um sequestro em um café de Sydney. Cinco pessoas também ficaram feridas, incluindo um policial.
Os dois reféns, que não tiveram os nomes revelados, foram identificados como um homem de 34 anos e uma mulher de 38 anos. Não se sabe se eles foram mortos por disparos efetuados pela polícia ou pelo sequestrador.
O sequestrador, de 50 anos, também não teve o nome revelado pela polícia, mas foi identificado pela imprensa como Man Haron Monis, um clérigo iraniano que pediu asilo político na Austrália. Já no país, ele chegou a ser preso e libertado após pagar fiança.
Segundo jornais australianos, ele foi acusado de ser cúmplice do assassinato de sua ex-mulher e é alvo de mais de 40 denúncias de violência sexual.
Monis foi descrito por seu ex-advogado como um homem de poucos contatos sociais, que teria agindo sozinho. Além de enfrentar mais de 40 acusações de crimes sexuais, Monis foi acusado de enviar cartas ofensivas a famílias de soldados australianos mortos.
 
                                                      fonte> http://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/pol%c3%adcia-confirma-morte-de-dois-ref%c3%a9ns-e-sequestrador-em-sydney/ar-BBgQrPf