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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Febre chikungunya: saiba mais sobre a doença

Febre, mal-estar e dores nas articulações são os principais sintomas da febre chikungunya, uma doença viral, parecida com a dengue, transmitida por mosquitos e cuja ocorrência, segundo informações do Ministério da Saúde, era restrita há algumas décadas a áreas do continente africano.
Nos últimos anos, porém, vários casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa, e mais recentemente, em ilhas do Caribe, Guiana Francesa e Venezuela.

Histórico da doença

A febre chikungunya foi identificada pela primeira vez na Tanzânia, no início
de 1952, e desde então têm sido relatados surtos periódicos da doença na Ásia e no continente africano.
De acordo com o estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), o nome chikungunya tem sua origem em uma palavra em maconde (língua dos povos macondes que habitam o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia) que significa “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada dos pacientes que se contorcem por causa das dores intensas nas articulações.

Sintomas

O vírus causador da doença é o CHIKV, do gênero Alphavirus, que provoca febre alta, conjuntivite, dor e inchaço nas articulações (especialmente nas mãos e nos pés), além do aparecimento de pequenas pústulas na pele (exantema) e de outros sintomas característicos da virose como dor de cabeça, dor muscular, vômito e fadiga.
Em alguns casos, a dor nas articulações é tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.
A febre chikungunya, no entanto, costuma ter menos complicações que a dengue e não há registro de forma de manifestação hemorrágica da doença, sendo as mortes relacionadas à infecção por CHIKV bastante incomuns.

Transmissão

São dois os principais vetores do CHIKV: os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, muito comuns nas áreas tropicais, mas também presentes em latitudes mais temperadas.
Após contato com o vírus, os mosquitos tornam-se capazes de transmitir o vírus em cerca de dez dias a um hospedeiro suscetível, tal como o ser humano. Este, depois de ser picado pelo mosquito infectado com o vírus, leva de três a sete dias para começar a sentir os sintomas da doença. Passados os sintomas, o paciente deixa de transmitir a doença.
Para se ter uma ideia da capacidade de propagação da doença, em 2006, um surto da epidemia atingiu a Índia ocasionando mais de 1,5 milhões de casos.
De acordo com a OMS, as autoridades locais de saúde devem ficar alertas, pois dada a distribuição dos vetores (mosquitos) pelas Américas, toda a região se torna muito suscetível à introdução e à propagação do vírus.

Tratamento

Com sintomas muito parecidos aos de outras doenças, a confirmação do diagnóstico é feito a partir da análise clínica de amostras de sangue.
O tratamento contra a febre chikungunya é sintomático, ou seja, analgésicos e antitérmicos, sempre sob supervisão médica, são indicados para aliviar os sintomas. Medidas como beber bastante água e guardar repouso também ajudam na recuperação.
Anti-inflamatórios e até fisioterapia podem ser indicados ao paciente se a dor nas articulações persistir mesmo depois da febre ter cessado.

Prevenção

Como não existe ainda uma vacina contra a febre chikungunya, o melhor meio de prevenir a doença é combater a proliferação dos mosquitos transmissores da doença. No caso do Aedes aegypti, cuja ocorrência é mais urbana, deve-se evitar o acúmulo de lixo e objetos que possam acumular água parada para servir de criadouro do mosquito. Já no caso do Aedes albopictus, o combate é dificultado por ele viver e se reproduzir em ambientes com maior cobertura vegetal, como matas e áreas suburbanas e por se alimentar, ao contrário do Aedes aegypti, com certa frequência do sangue de outros animais vertebrados, como cachorros, gatos e bois.
Por isso, recomenda-se que qualquer caso suspeito de infecção pelo CHIKV seja notificado em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde, para que sejam identificados e isolados os focos de transmissão da doença.


 Fonte> http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2014/07/febre-chikungunya-o-que-e

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Bebê morre com suspeita de dengue hemorrágica em Ribeirão Preto, SP

Menino de 4 meses foi internado na Maternidade Sinhá Junqueira na quarta.
Esta é a terceira morte em decorrência de dengue na cidade em 2016.


Um bebê de 4 meses morreu com suspeita de dengue hemorrágica, na noite de sexta-feira (12), em Ribeirão Preto (SP), após passar dois dias internado na Maternida Sinhá Junqueira. Esta é a terceira morte por suspeita de dengue na cidade nos primeiros dois meses de 2016.
Segundo o atestado de óbito do hospital, divulgado na tarde deste sábado (13), o bebê morreu por falência múltipla dos órgãos e trombose, como consequência de dengue hemorrágica.
A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto informou que espera resultado de exames do Instituto Adolpho Lutz para confirmar se o bebê tinha mesmo a doença.
De acordo com os familiares da criança, o menino teve febre na última quarta-feira (10) e foi levado para o hospital e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) logo em seguida



 Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2016/02/bebe-morre-com-suspeita-de-dengue-hemorragica-em-ribeirao-preto-sp.html

DF tem 1º caso de dengue 3 e passa a ter todos os tipos em circulação

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Boletim indica que nº de casos da doença cresceu 49,7% em uma semana.
Uma morte por hemorrágica foi confirmada; três estão sob investigação.

A Secretaria de Saúde confirmou nesta sexta-feira (12) o primeiro caso de dengue tipo 3 no Distrito Federal. Segundo a pasta, o resultado indica que os quatro tipos do vírus estão em circulação na capital do país. O caso foi registrado em Taguatinga, informou a secretaria. Boletim indica que o número de ocorrências confirmadas da doença aumentou 49,7% na última semana, passando de 1.198 para 1.794.

Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. Eles causam os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que a pessoa pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, uma pessoa só pode ter dengue quatro vezes.

“Quanto mais vírus existirem, maior a probabilidade de haver uma infecção”, resume Caio Rosenthal, infectologista e consultor do programa Bem Estar, da TV Globo. Se houvesse só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue duas vezes na vida.
70% a 90% das pessoas que pegam a dengue pela primeira vez não têm nenhum sintoma. Nos casos mais graves, a doença pode ser hemorrágica ou fulminante, levando à morte
Os principais "sinais de alerta" da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.


                                                   fonte> http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/02/df-tem-1-caso-de-dengue-3-e-passa-ter-todos-os-tipos-em-circulacao.html