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sábado, 27 de maio de 2017

Justiça autoriza Prefeitura a apreender usuário da Cracolândia para avaliação médica

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo autorizou a gestão do prefeito João Doria (PSDB) a retirar usuários de drogas à força da região da Cracolândia para submetê-los a avaliação médica. Em decisão liminar, o juiz Emílio Migliano Neto, da 7.ª Vara da Fazenda Pública, ressalta que a internação compulsória dos viciados, no entanto, continuará dependendo de aval do Judiciário para cada paciente, conforme prevê a legislação federal.
A sentença provisória acolhe pedido da Prefeitura feito na terça-feira, dois dias após ação realizada pela polícia na Cracolândia, que prendeu traficantes e dispersou os usuários. Embora secretários de Doria tenham afirmado publicamente que a intenção original da demanda à Justiça era poder hospitalizar dependentes químicos sem precisar de autorização judicial caso a caso, a Prefeitura informou ontem que nunca pleiteou aval para internação compulsória em massa, como Promotoria e Defensoria Pública haviam interpretado e criticado. Ambos disseram que vão recorrer da decisão de ontem.
O teor da liminar não foi divulgado porque o magistrado decretou segredo de Justiça no processo, mas o Estado apurou que ela autoriza a abordagem apenas de dependentes maiores de 18 anos que estiverem na região da Cracolândia. A decisão também determina que somente agentes de saúde e do serviço social da Prefeitura, com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), poderão realizar a ação. Após a apreensão, os usuários devem ser levados para avaliação de psiquiatras para saber se a internação compulsória é necessária.
A autorização é válida por 30 dias, a partir da expedição do mandado, que deve ocorrer no início da próxima semana. Na prática, o juiz deu prazo de experiência para avaliar a eficácia da medida no tratamento de dependentes químicos pela gestão Doria. Esse prazo poderá ser prorrogado ou não, mediante novo pedido da Prefeitura.
Como o aval para a busca e a apreensão de usuários para exame foi circunscrito à região da Cracolândia, no centro de São Paulo, os agentes da Prefeitura não poderão retirar à força viciados que estiverem em outras áreas da cidade, como na Avenida Paulista, onde a GCM registrou 200 dependentes na madrugada de ontem.
O secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, afirmou que os critérios de escolha de quais usuários serão abordados e dos métodos de contenção dos dependentes ainda não foram definidos pela gestão. “Estamos estabelecendo todos os protocolos. Vamos discutir isso amanhã (hoje) em um almoço com a presença do prefeito e de toda a equipe do projeto Redenção. Vai ser algo definido por psiquiatras”, disse.
Embora as regras de abordagem ainda não tenham sido desenhadas, Pollara afirmou que as avaliações compulsórias deverão começar o mais rápido possível. “O juiz só nos deu 30 dias. Temos de fazer rápido.”
Segundo o secretário, a expectativa é de que 10% do fluxo de viciados, estimado em 800 pessoas, seja alvo do formato de abordagem forçada. “Serão as pessoas com alteração psiquiátrica grave, que se negam a receber avaliação médica. Estimamos que aproximadamente 70 a 80 pessoas estejam nessa condição na Cracolândia.”
Reação. Em nota, a gestão Doria afirma que a busca e a apreensão de usuários “é um instrumento a ser utilizado em última instância e com total respeito aos direitos humanos”. Para o promotor Arthur Pinto Filho, da Saúde Pública, o pedido da Prefeitura é “esdrúxulo”, “genérico” e “sugere caçada humana” a pessoas que vagam pelas ruas. O Ministério Público Estadual classificou a medida como “retrocesso” e “uma afronta à Lei Antimanicomial”.


                                                fONTE> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/justi%C3%A7a-autoriza-prefeitura-a-apreender-usu%C3%A1rio-da-cracol%C3%A2ndia-para-avalia%C3%A7%C3%A3o-m%C3%A9dica/ar-BBBzeOR?li=AAggXC1

domingo, 26 de junho de 2016

Biel é denunciado por assédio sexual

Contra o cantor Biel, de 20 anos, foi registrada denúncia de assédio sexual na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo. A denunciante é uma repórter de 21 anos do Portal iG, que pediu para não ser identificada. No relato ela conta que foi chamada de “gostosinha” e que o artista ainda disse que “a quebraria no meio”, sugerindo uma relação sexual. Os assédios ocorreram em maio, em dois momentos ligados ao lançamento do novo CD dele, em coletivas com jornalistas em São Paulo. Outros profissionais testemunharam; áudios e vídeos foram entregues à delegacia como provas.

Segundo matéria do iG, no áudio ouve-se Biel dizer à repórter “Idade não significa nada. Se te pego, te quebro no meio”, quando ela, acompanhando entrevista de outro repórter, comenta que eles têm quase a mesma idade. Já no vídeo, num dado momento ela coloca a sentença mais buscada no Google em referência a ele, a pergunta “Biel é bi?” – ao que ele solta: “Por quê? Você quer que eu te mostre com atos e ações?”; e depois completa: “Eu sou heterossexual. Eu gosto é de boceta”. Em outro momento refere-se a ela como “cuzona”, depois de pedir que atendesse seu celular e avisasse ao amigo que estava numa coletiva. Em seguida, numa conversa em vídeo com o tal amigo, fala sobre ela: “Mano, que ‘ramelona’ essa mina, mas dá um desconto porque ela é gostosinha”.
A repórter, constrangida durante todo o tempo, decidiu denunciar após receber apoio de outros jornalistas que presenciaram. “Quero que nenhuma outra mulher passe por isso, e nem eu, de novo”, falou ao iG. Biel já depôs. O próximo passo é ouvir as testemunhas. Na sequência, o Ministério Público formalizará denúncia à Justiça. O presidente da Warner Music, Serio Affonso, ao saber do ocorrido, entrou em contato com o portal e classificou como “lamentável” e “fora do contexto atual de lutas pelos direitos das mulheres” a postura do artista da gravadora.
                                                             Fonte > http://blogs.ne10.uol.com.br/social1/2016/06/03/biel-e-processado-por-assedio-sexual/

terça-feira, 14 de junho de 2016

Frio mata ao menos quatro moradores de rua em São Paulo, diz pastoral.

Morador de rua foi encontrado na madrugada deste domingo em uma calçada da Avenida Paulista (Foto: Anderson Santiago)
Ao menos quatro moradores de rua morreram em junho em consequência das baixas temperaturas na capital paulista, segundo a Pastoral do Povo de Rua. Além dos corpos encontrados na Avenida Paulista, na região central, e no Belenzinho, na Zona Leste, a entidade ligada à Arquidiocese de São Paulo informou que duas vítimas foram achadas na região de Santana, na Zona Norte.

De acordo com a pastoral, as duas pessoas encontradas em Santana ainda não foram identificadas. "Tudo leva a crer que a causa próxima da morte deles foi o frio", disse, em nota, a entidade. "Aos poderes públicos, apelamos a que se realizem ações emergenciais de socorro aos moradores de rua durante os dias frios e se promovam políticas estáveis e permanentes para assegurar a dignidade dessas pessoas."

Mortes

Neste domingo (12), o morador de rua Adilson Roberto Justino, cuja idade não foi divulgada, foi achado morto na calçada da Avenida Paulista, sem sinais de violência física.

Segundo uma testemunha, ele morreu após apresentar convulsões. O local passou por perícia e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que seja determinada a causa da morte.

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Na sexta-feira (10), João Carlos Rodrigues, de 55 anos, foi encontrado por seguranças do Metrô morto na rampa de acesso à Estação Belém. O corpo não apresentava sinais de violência. A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do município informou que ele não teve nenhuma passagem pelos centros de acolhida de São Paulo.

Segundo a secretaria, apenas nos arredores do Metrô Belém, são feitas, em média, três abordagens para oferecer acolhimento a moradores de rua. Ainda segundo a pasta, desde o dia 15 de maio, foram registrados mais de 240 000 acolhimentos pelos programa Operação Baixas Temperaturas. Apenas na madrugada de sexta-feira, foram 10 963 acolhimentos.

A Operação Baixas Temperaturas é colocada em ação quando há registro de temperaturas abaixo de 13ºC. Nesses dias, em caráter excepcional, as vagas nos Centros de Acolhida são ampliadas de acordo com a demanda.

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Frio recorde

A capital paulista registrou 3,5ºC de temperatura mínima na madrugada desta segunda-feira, 13, na estação meteorológica do Mirante de Santana, a menor em 22 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O valor é o mais baixo desde 10 de julho de 1994, quando os termômetros marcaram apenas 0,8ºC.

Ainda de acordo com o Inmet, o recorde de frio anterior tinha sido registrado na sexta-feira, com 5,5ºC. Em toda a série histórica do instituto, a menor temperatura vista na capital foi de -2,1ºC, em 2 de agosto de 1955.

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No amanhecer desta segunda-feira, houve relatos de geada em diversos bairros da capital e de cidades da região metropolitana.

Temperatura negativa. O Inmet também registrou a menor temperatura do ano no Estado: -3,6ºC em Barra do Turvo, no Vale do Ribeira. A mesma cidade havia tido -2,9ºC neste domingo.

Em Campos de Jordão, houve registro de geada forte com mínima de -1,1°C. Já em Rancharia, no Vale do Paranapanema, a mínima foi de -2,6ºC, a segunda menor do Estado. Também foram registradas temperaturas negativas em São Miguel do Arcanjo (-2,5ºC) e São Luís do Paraitinga (-1,7ºC).



     fonte> http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/frio-mata-ao-menos-quatro-moradores-de-rua-em-s%C3%A3o-paulo-diz-pastoral/ar-AAgZT1P?li=AAggXC1

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Com público recorde, São Paulo leva susto, mas derrota Coritiba com show de Pato

O horário das 11h realmente faz sucesso no Campeonato Brasileiro. Este domingo foi mais uma prova disso, quando o Morumbi recebeu mais de 59 mil pessoas (58.482 pagantes) no maior público do torneio. Dentro de campo, o São Paulo levou a melhor sobre o Coritiba e venceu por 3 a 1, com dois gols de Alexandre Pato e outro de Centurión. Marcos Aurélio descontou para os visitantes no segundo tempo..
Pato foi o grande nome da partida, já que deu a assistência para o gol do argentino e marcou outras duas vezes. Com a vitória, a equipe paulista entra provisoriamente no G-4, estando no terceiro lugar com 24 pontos. Já o Coritiba está na 18ª posição, ocupando a zona de rebaixamento com nove pontos.
Osorio surpreendeu na escalação do time titular. Com a volta de Luís Fabiano, poupado na quarta-feira, o treinador colombiano escalou Michel Bastos na lateral-esquerda, formando o trio de ataque com o camisa 9, Centurión e Alexandre Pato. E foram justamente estes dois últimos que participaram do gol que abriu o placar, aos 14 minutos. Após lançamento de Lucão, Pato invadiu a área pela esquerda e, após fazer uma jogada de futsal, cruzou para Centurión, que só rolou para o fundo do gol.
A posição do argentino, contudo, era duvidosa, e o auxiliar Gilvan Medrado começou a aparecer de forma decisiva na partida. Aos 38 minutos, Centurión foi lançado, driblou o goleiro e ia marcar o segundo, mas Gilvan anulou o lance de forma equivocada.
Escalado como volante contra o Fluminense, Lucão voltou a posição de zagueiro, mas mostrou qualidade no passe novamente aos 45 minutos, quando fez lindo lançamento em profundidade para Alexandre Pato. O atacante cortou o zagueiro e bateu para o fundo do gol.
O São Paulo poderia ter matado logo aos três minutos da segunda etapa. Após cruzamento da direita, Luis Fabiano bateu de primeira e Wilson defendeu. No rebote, Ganso, sozinho, chutou para fora.
Quando parecia que estava tudo tranquilo, o Coritiba diminuiu. Negueba deu lançamento em profundidade, Marcos Aurélio driblou Rogério Ceni e diminuiu o placar. O calor das 12h diminuiu o ritmo do duelo, e a torcida se posicionou apenas na troca de Ganso por Boschilia, quando vaiou em coro (não se sabe se foi a alteração ou se foi o camisa 10). O meia, irritado, cumpriu Osorio discretamente e chutou uma garrafa de água. Nos acréscimos, Pato deu números finais ao confronto ao invadir a área e tocar por cima de Wilson.
O São Paulo volta a campo no próximo domingo, às 16h, quando enfrenta o Sport em Pernambuco. Já o Coritiba enfrenta o Figueirense novamente fora de casa, no mesmo dia e horário.


                                                             Fonte> http://www.msn.com/pt-br/esportes/brasileirao-serie-a/com-p%c3%bablico-recorde-s%c3%a3o-paulo-leva-susto-mas-derrota-coritiba-com-show-de-pato/ar-AAcSAjk

domingo, 30 de novembro de 2014

Questão da Fuvest trata de causas da crise hídrica em São Paulo

SÃO PAULO - Uma das questões da primeira fase da prova da Fuvest 2015, realizada neste domingo, 30, abordou as causas da crise da água no Sistema Cantareira, conjunto de reservatórios responsável pelo abastecimento de cerca de nove milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Entre as alternativas, o candidato poderia responder se a crise de deve à má administração política, problemas ambientais ou econômicos.
"A questão era na prova de Geografia. A pergunta comparava com a pior seca já vivida, além da atual, e quais seriam as causas da atual", conta a candidata Natalia Rodrigues, de 26 anos, que fez o teste no prédio da Engenharia Civil da Escola Politécnica, no câmpus Butantã, zona oeste da capital. Ela prestou a Fuvest para cursar Psicologia na Universidade de São Paulo (USP), embora já faça essa graduação em uma faculdade particular.
"Eu escolhi a alternativa que falava que o problema era político, por causa do mau planejamento, já que a época de seca era esperada, e de condições climáticas", contou Bruno Paulino Testa, de 19 anos, que também fez a prova na USP e pretende cursar Engenharia Mecânica. 
"Acho que a alternativa correta era a que dizia 'ecológico e político' porque não chove e não há atitude governamental para economizar as reservas", opinou a estudante Marcela Ventoso, de 16 anos, que fez a prova na Uninove Barra Funda, também na zona oeste de São Paulo. 
A questão também chamou a atenção de Karolyn Reis, de 17 anos, que fez a prova na Unip Paraíso, zona sul da cidade. "Eu coloquei que a culpa era da natureza e política, de gestão. Tomara que tenha acertado", comentou a adolescente, que pretende cursar Direito. 
 
 
 
 
FONTES<http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/quest%c3%a3o-da-fuvest-trata-de-causas-da-crise-h%c3%addrica-em-s%c3%a3o-paulo/ar-BBgatn3