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sábado, 20 de agosto de 2016

Neymar decide, Brasil vence Alemanha nos pênaltis e consegue 1º ouro

O Brasil conseguiu na tarde deste domingo, no estádio do Maracanã, a medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos. No tempo normal, os comandados de Rogério Micale fizeram mais um bom jogo, mantendo o nível atingido desde a goleada por 4 a 0 contra a Dinamarca. O gol de abertura do placar saiu dos pés de Neymar, em cobrança de falta perfeita, no ângulo do goleiro. Já os visitantes, atrapalhados algumas vezes pelo travessão, igualaram na etapa final com um gol de Meyer. Depois da prorrogação, também zerada, Weverton pegou um pênalti e Neymar fechou o placar em 5 a 4.
Com o resultado, a Seleção soma seu primeiro ouro nos Jogos Olímpicos, em qualquer uma das modalidades. A busca ocorria principalmente após as derrotas na década de 80, além do 2 a 1 sofrido para o México em Londres, quatro anos atrás. Foi também o sexto ouro do país nesta edição.
Antes, o Brasil havia ficado na segunda colocação nos torneios de futebol masculino das edições de 1984, 1988 e 2012, essa última já com Neymar no comando da geração. Os alemães, por sua vez, só contavam com um título da Alemanha Oriental, nos Jogos de 1976. A conquista, no entanto, não é computada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) à Alemanha unificada.
O jogo continuou com o mesmo estilo na etapa final, com ambos os times propondo a manutenção da posse de bola e tentando chegar com passes diretos ao ataque. O controle, por sinal, seguiu alternando-se rapidamente entre os dois lados, até que um deles apresentou uma falha pouco comum até o momento: Walace e Marquinhos erraram na saída de bola, Brandt abriu para Toljan, que cruzou na medida para Meyer. Com calma, o capitão alemão bateu rasteiro, sem chances para Weverton.
O gol assustou os presentes, mas também serviu para os brasileiros voltarem a atacar. O time do técnico Rogério Micale voltou a se apoiar na lucidez de Renato Augusto para buscar a bola entre os zagueiros e carregá-la para entregar com qualidade a Neymar. Inteiro fisicamente, o camisa 10 foi o grande “maestro” dos ataques, aproveitando as pontas com Gabriel Jesus e Gabigol.
Insatisfeito com a produção do santista, Micale mandou a campo Felipe Anderson, meia da Lazio-ITA, e podia ter colocado “seu dedo” na conquista da taça logo na sequência. Aos 32 minutos de bola rolando, Neymar achou ótimo passe para o armador, que colocou na frente e ficou em boas condições para chutar. Após demorar para definir a situação, porém, viu Suele chegar para desarmá-lo.
Totalmente recuada, a Alemanha só ameaçou em um erro de Walace, com contra-ataque puxado por Gnabry, sempre pela esquerda, mas que terminou em chute torto de Brandt. Já pelo lado do Brasil, a chance veio no último lance, aos 47 minutos. Neymar recebeu na entrada da área, após lindo lance de Felipe Anderson, e tinha Douglas Santos passando livre pela esquerda. O avante, no entanto, preferiu chutar com a perna esquerda, carimbando a zaga.
Prorrogação do equilíbrio, só pênaltis decidem
O tempo extra foi mais tensão do que qualquer outra coisa, tanto que a única chance digna de nota veio com Felipe Anderson, aos quatro minutos do segundo tempo. Ele recebeu na frente de Neymar, mas parou no goleiro. Nos pênaltis, oito cobranças perfeitas dos dois lados para iniciar, mas Weverton acertou três cantos, ficando perto de pegar sempre. A espera parecia destinada a fazer com que ele defendesse o de Petersen, no canto esquerdo, dando a Neymar a chance de fechar. E, como ele bem disse, ele estava lá, pára deslocar Horn e dar ao Brasil seu primeiro ouro no futebol masculino.
                                          fonte:> http://www.msn.com/pt-br/esportes/olimpiadas/neymar-decide-brasil-vence-alemanha-nos-p%C3%AAnaltis-e-consegue-1%C2%BA-ouro/ar-BBvRyNR?li=AAggXC1

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Quadro de medalhas
País
1
Estados Unidos
28282884
2
Grã-Bretanha
19191250
3
China
17151951
4
Rússia
12121438
5
Alemanha
118726
6
Itália
89623
7
Países Baixos
83314
8
França
7111129
9
Austrália
78924
10
Japão
741829
15
Brasil
34411
                                                          Fonte> https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=tabela%20de%20medalhas&mie=oly%2C%5B%22%2Fm%2F03tnk7%22%2C1%2C%22m%22%2C1%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2Cnull%2C0%5D

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Duas visões: proibir 'Fora Temer' nas arenas da Rio 2016 é abusivo ou necessário?

No primeiro final de semana olímpico, o caso de um torcedor que foi retirado à força das finais do tiro com arco por supostamente ter gritado "Fora Temer" levantou uma discussão sobre a liberdade de expressão dentro dos estádios.
Em vídeo que viralizou nas redes sociais, agentes da Força Nacional aparecem levando o homem para uma área restrita. Muitos internautas consideraram a remoção um ato de censura ou, ao menos, uma decisão extrema.
Ela está prevista na Lei 13.284, de 2016, que trata apenas da Olimpíada e da Paralimpíada do Rio. Segundo o artigo 28 do texto, não estão permitidos gestos de caráter racista ou xenófobo, ou que estimulem discriminação. Também são proibidas "bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável".
Mas a Constituição de 1988 diz que "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Por isso, muitos juristas alegam que a norma olímpica fere a Carta Magna.
Ao mesmo tempo, uma proibição semelhante - na lei específica da Copa do Mundo - foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2014. No julgamento, o relator, ministro Gilmar Mendes, disse que ela ajudava a prevenir conflitos em potencial.
Afinal, quais são os argumentos usados para chamar a restrição de necessária ou abusiva?
A BBC Brasil entrevistou dois professores de Direito de opiniões contrárias para mostrar os principais pontos do debate.

'Quando se interpreta que outras manifestações estão proibidas, (a lei) é inconstitucional' - Oscar Vilhena, professor de Direito Constitucional da FGV-SP

Para Vilhena, parte da lei específica da Olimpíada é inconstitucional pelo que diz sobre liberdade de expressão. Ele menciona o trecho da lei que proíbe a utilização de "bandeiras para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável".
Segundo Vilhena, só poder se manifestar de forma festiva não é compatível com a Constituição do país, que assegura a livre expressão e manifestação em todos os sentidos. Na Constituição, a única exceção à livre manifestação seriam as formas de discriminação - está entre os objetivos da República "promover o bem de todos, sem preconceitos".
"Fica vetado que eu me expresse politicamente, expresse minhas ideias sobre o mundo. Se eu quiser me manifestar sobre os gastos exorbitantes que foi trazer a Olimpíada para cá não posso, porque não é festivo", diz Vilhena.
O professor diz que, ao apenas garantir a "plena liberdade de expressão em defesa da pessoa humana", e não no sentido amplo que prevê a Constituição, a lei da Olimpíada restringe o conceito de liberdade.
"Ela é muito mais ampla do que isso. (Ali) a liberdade garantida é apenas aquela a favor da dignidade humana. E um protesto contra os corruptos? Quando se interpreta que outras manifestações estão proibidas, (a lei) é inconstitucional", afirma.
Vilhena argumenta que o evento é público e que os casos de "Fora Temer" registrados até agora não o ameaçam.
As limitações, diz, existem em função de evitar um mal maior. De acordo com ele, proibir bandeiras na Copa do Mundo, por exemplo, faz sentido porque elas podem gerar conflito entre torcidas rivais.
"Pode haver uma limitação, mas quando se coloca em risco a paz dos Jogos. Não me parece que camisetas com frases políticas coloquem a paz em risco. Desde que não seja (uma expressão) xenófoba ou discriminatória, não tem porque restringir essa pessoa."
Para Vilhena, precaução demais pode gerar uma restrição desproporcional.
"O direito só pode ser limitado quando for absolutamente necessário."

'A finalidade da Olimpíada é outra. É razoável que tenha alguma limitação' - Ronaldo Porto Macedo, professor de Filosofia e Teoria do Direito da USP e FGV-SP

Na opinião de Ronaldo Macedo, a lei específica da Olimpíada está de acordo com a Constituição na sua essência. A inconstitucionalidade existiria, diz, se o trecho que proíbe manifestações não amigáveis ou festivas fosse interpretado literalmente. Seria como impedir que pessoas fosse de preto, em sinal de luto, às competições.
"Agora, se você interpretar em função da sua intencionalidade, de não permitir conflitos, não é uma coisa absurda. Para mim, toda lei deve ser interpretada de acordo com o seu objetivo."
O professor dá um exemplo: um grupo que chegasse ao estádio vestido com as cores do movimento LGBT provavelmente não seria retirado. Porque, mesmo que estivesse fazendo, pelas roupas, uma manifestação de cunho político, não ameaçaria a neutralidade dos Jogos. Segundo ele, o mesmo se aplicaria a alguém vestindo uma camiseta com o rosto de Temer. Agora, uma faixa contrária ao governo já politiza o momento, por ter impacto maior como manifestação política.
Ele ressalta, no entanto, que a aplicação da lei é feita pelos agentes de segurança, e pode haver exagero na conduta.
"O que é estranho a um espetáculo? Ir de arco-íris é político, mas não está proibido. Até o silêncio é uma forma de protesto, mas existe um tipo de política que pode ameaçar a neutralidade do evento. Não se trata de uma passeata em praça pública, é um espaço de espetáculo. A finalidade da Olimpíada é outra. É razoável que tenha alguma limitação", diz.
Ele explica que nas Olimpíadas sempre houve uma preocupação em afastar o debate político, para que o evento fosse um "foro onde as partes da terra se unem".
Sobre os riscos do "Fora Temer", Macedo diz que, apesar de as manifestações ainda serem isoladas, elas podem se expandir.
"Imagine se você permite que aquilo vá crescendo. Por que a gente aplica a lei? Para sinalizar que não se pode, que o espírito olímpico não é esse."
                                            Fonte> https://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/duas-vis%C3%B5es-proibir-fora-temer-nas-arenas-da-rio-2016-%C3%A9-abusivo-ou-necess%C3%A1rio/ar-BBvondY